Namibe: Comissário-chefe apela à garantia da ordem

Paulo de Almeida - Segundo Comandante da Polícia Nacional (Foto: Lucas Neto)
Paulo de Almeida - Segundo Comandante da Polícia Nacional (Foto: Lucas Neto)
Paulo de Almeida – Segundo Comandante da Polícia Nacional (Foto: Lucas Neto)

O comandante geral da Polícia Nacional em exercício, comissário-chefe Paulo de Almeida, encorajou nesta sexta-feira, na província do Namibe, os novos agentes da corporação a tudo fazer para garantirem a manutenção da ordem e tranquilidade pública, em todo o país.

Ao discursar, no acto de encerramento do terceiro curso básico de novos agentes da Polícia Nacional, disse que os mesmos estão munidos de instrumentos formativos para exercer com zelo, dedicação e prontidão o trabalho combativo e operativo deste órgão policial.

“A vossa preparação foi adequada e suficiente para capacitar-vos no exercício da vossa nobre missão. Sois agora agentes da autoridade. A vós cabe a incumbência de cumprir e fazer cumprir a Lei, respeitar os direitos e liberdades fundamentais do homem, os símbolos nacionais da República, a farda e o seu povo angolano”, exortou Paulo de Almeida.

Lembrou que um polícia é aquele que deve ser fiel ao cumprimento das ordens dos seus superiores e ao seu comandante-chefe.

“Não iremos tolerar actos lesivos à Constituição, ética e deontologia policial. Os abusos da autoridade, as atitudes indecorosas, o alinhamento às práticas criminais serão seriamente penalizadas pela corporação”, advertiu.

Referiu que os novos polícias estão a receber o testemunho de uma geração que há 40 anos vem se dedicando à causa da segurança de Angola e dos angolanos, sublinhando que ser polícia é admitir sacrifícios, coragem e ser homem optimista.

Para si, a modernização da Polícia Nacional faz-se com pessoas preparadas e formadas e para tal aconselhou aos profissionais a darem continuidade à formação académica e profissional.

Afirmou que o país está a viver uma crise económica e financeira grave, por consequência da baixa brutal do preço do barril de petróleo, situação que pode gerar comportamentos desesperados e favoráveis ao crime.

“Temos que nos acautelar e tomar medidas preventivas para que não haja situações descontroláveis, no âmbito da ordem e tranquilidade públicas. A nossa economia está numa crise, mas a nossa autoridade policial jamais poderá estar em crise.

Vamos colaborar e ajudar o nosso governo a superar rapidamente este estado de situação, cumprindo com os nossos deveres e atribuições”, finalizou.

O curso contou com a participação de 691 agentes, do quais 156 mulheres que estarão distribuídos nas diferentes unidades policiais desta província.

Participaram na cerimónia de encerramento membros do conselho consultivo da Polícia Nacional, do governo, autoridades tradicionais, partidos políticos, sociedade civil, além da população. (portalangop.co.ao)

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