Mísseis TOW americanos ajudam a conter regime sírio, dizem rebeldes

(Foto de Dave Martin/AP POOL/AFP/Arquivos)
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Mísseis antitanque americanos fornecidos aos grupos rebeldes têm um papel-chave nos combates contra as forças do regime Bashar Al-Assad no centro e no noroeste da Síria – disseram insurgentes à AFP nesta terça-feira.

Grupos rebeldes não islamitas garantem que estão usar mísseis TOW, fabricados pelos Estados Unidos, para conter o avanço do Exército sírio. Já os militares do regime Al-Assad contam com o apoio da Força Aérea russa nas províncias de Hama (centro) e Idleb (noroeste).

Esses mísseis são diferentes das munições lançadas contra grupos do nordeste da Síria, no domingo, pelos aviões da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

De acordo com o porta-voz da Divisão 101 (não islamita), Asaad Hanna, esses mísseis “tiveram um papel importante para conter o violento ataque do Exército sírio e do seu aliado russo”.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), grupos rebeldes não islamitas estacionados no centro da Síria receberam, nos últimos quatro dias, um número crescente de mísseis TOW.

Em 2014, os grupos rebeldes próximos dos Estados Unidos receberam mísseis TOW para serem usados nas províncias de Idleb, Aleppo (norte) e Latakia (oeste).

Esses armamentos permitiram “responder ao avanço do Exército sírio”, declarou o porta-voz do grupo rebelde Fursan al-Haq, Ahmad al-Chuhub.

Eles tiveram um papel “central” nos combates, frisou o porta-voz da Divisão 13, tenente-coronel Ahmad Saud.

“Eles nos dão tudo que queremos”, admitiu, classificando como “fantástica” a situação do grupo em termos de munição e de armas.

Segundo o OSDH, a base da Divisão 13 na província de Idleb foi atingida por ataques aéreos russos na semana passada.

Desde o início da intervenção de Moscovo na Síria em 30 de Setembro, os ataques russos se concentraram em Hama e Idleb, tendo como alvo os rebeldes islamitas e outros, mais do que os membros do Estado Islâmico.

A ofensiva permitiu ao Exército sírio retomar algumas cidades no norte da província de Hama. (afp.com)

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