Ministério da Indústria vai construir 22 pólos industriais em todas províncias

Kiala Gabriel - Secretário de Estado da Indústria (Foto: Lucas Neto)
Kiala Gabriel - Secretário de Estado da Indústria (Foto: Lucas Neto)
Kiala Gabriel – Secretário de Estado da Indústria (Foto: Lucas Neto)

O Ministério da Indústria tem um programa que prevê a construção, por fases, de 22 Pólos de Desenvolvimento Industrial em todas as províncias do país, iniciativa que vai ajudar a reduzir o desemprego, com a criação de inúmeros posto de trabalho, disse hoje, em Luanda, o secretário de Estado da indústria, Kiala Ngone Gabriel.

“Se conseguirmos em 10 anos construir todos estes pólos, ainda que de forma faseada infraestrutura-las, será muito bom”, disse Kiala Gabriel em entrevista à Angop , por ocasião dos 40 anos de independência que se assinala a 11 de Novembro próximo.

A título de exemplo, explicou que neste momento, numa área de dois mil e 345 hectares (caso do pólo de Futila), o sector está a infra-estruturar cerca de 102 hectares, por fases, e quando terminar este pólo, começam as obras num outro pólo a definir.

Trata-se de um programa ambicioso, mais empregador, propicio ao surgimento de muitos postos de trabalho, pois vai trazer ao país muitas indústrias, poupar recursos em termos de divisas, promover a exportação e desencorajar a importação, mais de forma competitiva.

“Hoje bem ou mal e com todas as dificuldades, temos áreas e espaços já bem preenchidos com indústrias , incluindo aqueles industriais que com meios próprios tiveram a coragem de se instalarem nos pólos numa altura em que não havia condições”, explicou.

Por isso, o governante referiu haver necessidade de se resolver a questão das infra-estruturas básicas, para permitir aos industriais exercerem as suas actividades “Apesar das dificuldades, estamos no bom caminho”, sublinhou.

Informou que neste momento o modelo de gestão dos pólos está em discussão e constitui uma grande preocupação do Executivo a sua redinamização e implementação.

Disse ser o caso do Futila (Cabinda), Viana (Luanda), Catumbela (Benguela) e outros que estão a ser criados com condições mínimas de funcionamento em todas as províncias do país.

Neste momento, referiu, o sector está a analisar a situação dos pólos da Caála, do Uíge no município do Negage já lançados, assim como o do Lucala onde já existem áreas definidas, localizadas, e foram já lançadas acções de infra-estruturas e funcionamento, faltando apenas a sua concretização.

De igual modo, sublinhou, para o Soyo e Nbanza Congo estão contemplados dois pólos. O Soyo constitui um caso especial pois nesta área existe petróleo e o gás, enquanto Nbanza Congo constitui uma área que por natureza pode desenvolver outro tipo de actividade industrial.

“ O nosso desejo é ter em cada província um pólo de desenvolvimento industrial. É um trabalho que envolve muito dinheiro, por isso vai ser implementado de forma faseada . A nossa luta é conseguir que os novos industriais tenham acesso a infra-estruturas, como energia, água, vias de acesso e financiamentos. Estes são factores de produção determinantes para a instalação de indústrias “, sublinhou.

“Podemos dizer que nestes 40 anos o balanço é positivo pelos resultados actuais alcançados”, disse.

Entretanto, nos próximos 40 anos Kiala Gabriel disse que gostaria que Angola se torna-se um pais exportador, e que os industriais, técnicos e operadores com a sua capacidade pudessem transformar os recursos naturais e acrescentar valor a estes recursos.

Apelou à juventude a dedicar-se ao empreendedorismo, a criatividade, formação de base, a educação para se útil à nação. (portalangop.co.ao)

1 COMENTÁRIO

  1. Com muito respeito e consideração que tenho do Sr. Secretario de Estado O Dr. Kiala Gabriel, tenho aqui a comentar que a criação de polos de desenvolvimento é muito importante para alavancar a Industria transformadora ma não nos vamos esquecer também que a maior dificuldade que existe neste campo e o de haver bastante dificuldades para aceder aos créditos bancários os projectos muitas vezes são levados a consideração do Ministério da industria e até aprovados mas mesmo assim não são aprovados pelo banco ou ainda que aprovados, existe uma tendência de redução do financiamento as empresas sem falar de outros constrangimentos que já conhecemos, acredito que se um projecto tiver avaliado em mais de um milão de dólares, se for financiado 50% deste valor o projecto de certa que ficará pela metade e não atingira o resultado esperado então é hora de revermos a nossa politica de financiamento e abrangência dos mesmos, isto é se querermos diversificar a nossa economia.

DEIXE UMA RESPOSTA