Miller Gomes sem futuro definido

Técnico aguarda em Portugal por uma provável renovação com a direcção de Kangamba (Foto: Santos Pedro)
Técnico aguarda em Portugal por uma provável renovação com a direcção de Kangamba (Foto: Santos Pedro)
Técnico aguarda em Portugal por uma provável renovação com a direcção de Kangamba (Foto: Santos Pedro)

O futuro de Miller Gomes, no Kabuscorp do Palanca, ainda é uma incerteza. O técnico angolano encerra no próximo mês de Dezembro, os oito meses de contrato rubricado em Abril passado, com a direcção do clube presidido por Bento dos Santos “Kangamba”.

A cumprir férias em Portugal, após o final do Girabola de 2015, em que os palanquinos, sob seu comando, quedaram-se na quarta posição, com 48 pontos, atrás do Recreativo do Libolo (campeão), 1º de Agosto (vice-campeão) e Benfica de Luanda (terceiro classificado), Miller Gomes chegou a deixar transparecer, num contacto mantido ontem com o nosso jornal, por telefone, estar tranquilo quanto à definição do futuro da carreira.

“Estou a aproveitar as férias para reflectir em torno da minha carreira, a analisar algumas propostas e ver o que será melhor para mim e para a minha família”, disse, lacónico, o treinador que levou o Recreativo do Libolo ao título do Girabola de 2014. Chamado a render o sérvio Ljubomir Ristovski, demitido na sequência dos maus resultados nas eliminatórias de qualificação à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos, Miller Gomes viria a estrear-se no comando da equipa do Kabuscorp na oitava jornada do Girabola, no jogo frente ao Progresso Sambizanga.

Do labor prestado pelo segundo angolano a treinar o Kabuscorp (depois de Kidumo Pedro) destaca-se a revolução que realizou no plantel, tendo relegado para segundo plano a imagem de que os vedetas teriam lugar cativo na equipa, proporcionado espaços aos mais jovens, como foram os casos da ascensão ao “onze” dos promissores Faustino, Meda, Panilson e Amarildo.

Miller Gomes chegou ao comando do Kabuscorp na sequência de uma trajectória, em que se destacam as experiências pelo Libolo, Benfica de Luanda, Petro do Huambo, Petro de Luanda e 1º de Agosto, neste último clube na condição de adjunto do holandês Johanes Brouwer. Foi igualmente treinador das selecções Olímpica e feminina, tendo sido o protagonista da primeira aparição do futebol feminino no Campeonato Africano das Nações (CAN).

O treinador deixou o Libolo no final da época de 2014, em Novembro, após ter sido campeão nacional, sob um pretexto evocado pela direcção de Rui Campos, segundo o qual iria realizar uma formação para treinadores na Europa.

23 GOLOS
Palanquinos
sofreram menos

Contrariamente à época transacta, o Kabuscorp pode dar-se por feliz, no capítulo defensivo, sobretudo pelo facto de ter sofrido, este ano, menos golos no Girabola. O conjunto do Palanca, que em 2014 encaixou 27 golos e na última época viu as suas redes serem violadas em 23 ocasiões, ou seja, em menos quatro golos.

No geral, os palanquinos terminaram o principal campeonato de futebol angolano na quarta posição, com 48 pontos, três lugares abaixo do segundo lugar alcançado em 2014, ano em que se sagrou vice-campeão nacional, atrás do campeão Recreativo do Libolo. Apesar da forte queda protagonizada na tabela de classificação, o conjunto do Palanca nem por isso sofreram mais derrotas que na época passada. Ou seja, a equipa de Miller Gomes manteve o número de desaires sofridos (quatro), mas se mostrou, ainda, impotente para evitar os empates em demasia, tendo somado este ano 15, contra os nove consentidos na época passada.

Quanto aos golos marcados, apesar de Meyong ter feito a sua parte, repetindo a façanha de terminar no topo dos goleadores da competição, com 13 tentos, o Kabuscorp fez menos 12 golos que na época 2014 (44). A equipa do Palanca também viu reduzidas as vitórias no recém terminado Girabola, tendo sido incapaz de superar ou igualar os 17 triunfos conquistados em 2014, dado o facto de ter ficado pelas onze vitórias. (jornaldosdesportos.ao) 

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