Milhares de cabeças de gado estão ameaçadas pela seca

SECA (D.R)
SECA (D.R)
SECA (D.R)

A seca que assola a província do Cunene, desde o início deste ano, coloca em risco a sobrevivência de 68.776 cabeças de gado bovino na comuna de Ondjiva, sede do município do Cuanhama, informou ontem  o soba grande da circunscrição.

Venâncio Kaindume disse que a estiagem afecta  185.649 caprinos e a vida de 320.901 habitantes da região. Acrescentou que a agricultura também não foi poupada.

A estiagem estende-se às 82 aldeias, que sobrevivem com o “pouco mantimento guardado nos celeiros pela população”, disse Venâncio Kaindume, que informou que as autoridades locais tudo têm feito para minimizar a carência que se regista, distribuindo água e alimentos.

Dados do Serviço Nacional Protecção Civil e Bombeiros no Cunene referem que diariamente são distribuídos 411 mil litros de água, para responder ao pedido de ajuda lançado pelas comunidades.

Muitas árvores

Um total 4.450 árvores, entre eucaliptos, acácias rubras e pinheiros, estão disponíveis no viveiro do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), em Xangongo, município de Ombadja, para o repovoamento florestal, disse ontem o responsável do sector.

Abel Zamba esclareceu, à margem da visita do vice-governador provincial para Organização e Serviços Técnicos, Cristino Mário Ndeitunga, que o viveiro, em funcionamento desde 2010, tem como objectivo a produção de mudas que serão comercializada às populações, administrações municipais e comunais, com vista a sua plantação no âmbito do programa de combate à desertificação.

Cristino Mário Ndeitunga disse que a visita visou dinamizar a produção de mudas, face ao recente projecto de arborização aprovado pelo Governo Provincial. A produção de mudas constitui o  primeiro passo  para a execução do projecto, disse Venâncio Kaindume: “Esperamos que dentro de dois anos possamos ter o Cunene com  uma cidade toda arborizada, permitindo assim qualidade de vida aos seus habitantes”.

Cristino Ndeitunga disse ser intenção do  governo provincial dinamizar o espaço, para permitir a produção de 200 mil plantas em cada dois anos, de modo a arborizar os espaços urbanos, colocando à disposição mudas distribuídas às residências e às áreas rurais. (jornaldeangola.ao)

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