Merkel refuta posição de Netanyahu sobre Hitler e palestinianos

(Euronews)
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O encontro entre Benjamin Netayahu, o primeiro-ministro israelita, e Angela Merkel, a chanceler alemã, esta quarta-feira, ficou marcado pelas polémicas declarações do líder do governo hebreu acerca da suposta responsabilidade Histórica de líderes palestinianos em relação ao Holocausto, nos anos 40.

As declarações de Netanyahu foram prontamente refutadas por especialistas do Holocausto a nível internacional, assim como por destacadas figuras públicas israelitas.

“Posso afirmar que sabemos quem foram os responsáveis. A responsabilidade cabe aos nacional-socialistas, a responsabilidade pelo Holocausto. Não vemos nenhum motivo para mudar o nosso ponto de vista em relação à História.”

Yitzhak Herzog, o líder da oposição israelita, definiu as declarações do chefe de governo do seu país como uma “perigosa distorção da história”.

Quando questionada sobre o ponto de vista do seu homólogo israelita sobre o tema durante a conferência de imprensa, Angela Merkel reiterou a responsabilidade dos nazis no extermínio de quase seis milhões de judeus e disse que não havia nenhuma razão para que o seu país mudasse de ponto de vista sobre essa questão.

A visita de dois dias de Benjamin Netanyahu a Berlim serviu para abordar os temas que marcam a atualidade no no Médio Oriente, como o conflito israelo-palestiniano e os conflitos na Síria e no Iraque, incluindo a ameaça regional representada pelo grupo islamita Estado Islâmico.

Netanyahu que insistiu, por seu lado, que os palestinianos eram e continuam a ser o verdadeiro entrave à paz na região e que, para haver paz, devem cessar os atentados:

“Israel quer a paz. Eu quero a paz. Uma paz fundada no reconhecimento mútuo, na segurança e que permita a Israel defender-se.”

Durante a conferência de imprensa, cerca de uma centena ativistas palestinianos manifestou-se contra a presença do primeiro-ministro israelita na Alemanha e exigiram ao governo de Telavive o fim das mortes palestinianas. (euronews.com)

por António Oliveira e Silva | com AFP

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