Marcelo registou site a 29 de setembro

MIGUEL ALEXANDRE GANHÃO Subchefe de Redacção Correio da Manhã (Foto: D.R.)
MIGUEL ALEXANDRE GANHÃO Subchefe de Redacção Correio da Manhã (Foto: D.R.)
MIGUEL ALEXANDRE GANHÃO
Subchefe de Redacção Correio da Manhã
(Foto: D.R.)

A candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República era o segredo mais conhecido do mundo. Mas o professor quis fazer o seu “tabu”. Construiu-o e alimentou-o durante semanas a fio aos domingos no jornal das 8 da TVI. Mal acabaram as férias de verão, Judite Sousa atacou e a resposta saiu célere; “só me pronuncio depois das eleições legislativas”.

Já em outubro, o discurso mudava para “não me excluo das presidenciais”. E quando, no dia da despedida dos seus comentários na TVI, José Alberto Carvalho lhe pergunta “professor, há quanto tempo tinha decidido concorrer às presidenciais?”. A resposta foi “há poucos dias…” Marcelo anunciou a sua candidatura no dia 9 de outubro, mas a verdade é que o ex-presidente do PSD já há muito que tinha a decisão tomada.

E tomou-a muito antes das legislativas de 4 de outubro. Vivemos num mundo global em que a pegada informática identifica todas as nossas ações e escolhas. É assim que hoje sabemos que o registo do domínio informático do site da candidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa ‘juntosporportugal.pt’ foi registado no dia 29 de setembro junto da MEO, a empresa gestora da rede.

Para que todas as funcionalidades ficassem prontas e o webdesign da candidatura fosse atrativo, os trabalhos teriam de ter começado muito antes de 29 de setembro. O que significa que Marcelo estava absolutamente certo de que iria ser candidato logo no final de agosto, e o resto foi puro ‘bluff’. Dias Loureiro é passageiro frequente na 1.ª classe da TAAG. São conhecidos os negócios que Manuel Dias Loureiro tem em Angola (diz-se mesmo que tem como sócio outro ex-ministro, Miguel Relvas), e as frequentes visitas que faz àquele país. A novidade é que o ex-ministro se desloca sempre pela TAAG, viaja em primeira classe (o bilhete custa mais de seis mil euros) e é acompanhado por dois assessores que se encarregam de levar as malas, mas que têm direito a viajar na classe executiva. (cmjornal.xl.pt)

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