Manuel Vicente espera que estratégia marítima africana contribua para paz e estabilidade do Golfo da Guiné

MANUEL DOMINGOS VICENTE, VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA (Foto: Francisco Miudo)

O Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, disse hoje, quinta-feira, esperar que a estratégia marítima Integrada da União Africana para 2050 se constitua na conjugação de esforços, visando a paz, segurança marítima e a estabilidade na região do Golfo da Guiné.

MANUEL DOMINGOS VICENTE, VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA (Foto: Francisco Miudo)
MANUEL DOMINGOS VICENTE, VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA (Foto: Francisco Miudo)

Manuel Vicente discursava na abertura da Conferência Internacional sobre segurança marítima e energética, numa iniciativa de Angola, com o apoio dos Estados Unidos da América e da Itália.

Chamou atenção pelo facto de o espaço marítimo da África Ocidental e Central, enquanto um dos catalisadores do comércio e desenvolvimento das economias do continente, estar confrontado com uma situação de insegurança e com o aumento da criminalidade, particularmente, na região do Golfo da Guiné.

Salienta que estas acções desestabilizadoras incluem a pirataria e assaltos à mão armada no mar, o tráfico de seres humanos, a imigração ilegal, o contrabando de drogas e armas, bem como o branqueamento de capitais através das fronteiras terrestres e marítimas permeáveis e vulneráveis.

Declarou que nas últimas décadas são realmente avultadas as perdas de receitas directas resultantes das actividades ilícitas no sector marítimo africano, sem contar com as vítimas humanas, pondo mesmo em perigo o desenvolvimento no continente da chamada “economia azul”.

Afirmou que os Estados africanos são obrigados a prestar uma maior atenção aos seus recursos marinhos tendo em conta a importância que vem assumindo a “economia azul” impulsionada pela inovação e estimulando o empreendedorismo e o desenvolvimento de novos modelos de negócios com benefícios significativos para a sociedade.

Para o efeito, adianta, os nossos governos devem manter a estrutura e a função dos ecossistemas e desenvolver acções não só de apoio não só a pesquisa marinha, mas também de capacitação dos seus recursos humanos para incrementar potencialidades susceptíveis de apoiar o uso sustentável dos oceanos.

Manuel Vicente chamou ainda atenção dos Estados para problemas como as descargas ilegais de resíduos, a poluição e degradação ambiental e a deficiente protecção das infra-estruturas portuárias e petrolíferas que constituem também desafios a segurança marítimas e energética, requerendo respostas regionais e internacionais complementares para garantir a estabilidade e desenvolvimento.

Referiu que outras regiões do mundo também viveram situações semelhantes e tiveram de responder  aos desafios de segurança marítima e energética com iniciativas nacionais, regionais e até internacionais, motivados pela vontade política de cercear este perigo de graves implicações para as economias, segurança e integridade territorial. (portalangop.co.ao)

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