Mais de 50 mil habitações até 2018 com material nacional

(Foto: D.R.)
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O Ministério da Indústria em colaboração com outros parceiros, quer promover e assegurar a participação cada vez mais crescente da indústria nacional de construção civil, na edifi cação de habitações e substituir de forma competitiva a importação desses materiais.

De acordo com o Secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, o Ministério da Indústria lançou-se a esse desafio em colaboração com a Imogestin, empresa responsável na área de promoção imobiliária, e o Ministério da Economia, cujo objectivo é satisfazer a demanda de habitações por parte da população, assim como promover o emprego no ramo da construção.

“Realizamos recentemente a primeira reunião, em Luanda entre os responsáveis do Ministério Da Economia, da Imogestin, e de empresas produtoras de materiais de construção civil, onde tomámos conhecimento do funcionamento das indústrias, fundamentalmente a capacidade instalada de produção de cada uma delas”, explicou.

Sem avançar a quantidade que as mais de 100 empresas produzem actualmente, o responsável acrescentou que “na sua maioria as empresas são de direito angolano e sediadas no país, logo, penso ser possível diminuir as importações e construir as nossas casas com material produzido no país,” acredita.

O responsável afirmou que o país tem todas as condições para que se ultrapasse os 50% do fornecimento de materiais de construção civil, por parte das indústrias nacionais, na construção de habitações até o ano de 2018.

O secretário de Estado para Indústria reconheceu que o preço praticado na venda dos materiais de construção no mercado nacional ainda é muito alto, mas acredita que lançado este projecto, as empresas passarão a produzir mais e o preço poderá baixar.

Ainda sobre os preços de materiais de construção, o dirigente disse ser uma situação conjuntural, por forma a se uniformizar os preços, pois independente da crise internacional, as indústrias não podem parar de produzir para evitar a subida de preços.

Kiala Gabriel garantiu a existência de capacidades ociosas para tornar o sector industrial mais competitivo, mas reconhece que ainda faltam políticas para estimularem mais a participação das indústrias nos programas do Executivo. “Não é possível haver desenvolvimento das indústrias, com falhas no fornecimento de energia, no fornecimento de água, sem falar que os materiais precisam ser escoados em vias de comunicação em boas condições assim como o próprio financiamento”, sublinhou.

“A nossa meta é tornar Angola num país competente, que participe mais activamente na economia mundial e que venha a competir em pé de igualdade com outros países”, disse. (semanarioeconomico.ao)

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