Justiça francesa investiga fundo que tinha DSK como administrador

(AFP)
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A justiça francesa abriu em Julho uma investigação preliminar por uma denúncia de fraude apresentada por um ex-accionista de um fundo que tinha entre seus administradores o ex-director do FMI Dominique Strauss-Kahn, informou uma fonte judicial.

“Nesta etapa é prematuro prever o futuro desta investigação”, advertiu a fonte.

A denúncia, apresentada pelo ex-accionista da empresa de investimentos LSK, diz respeito a infracções que podem ter sido cometidas em Luxemburgo, Chipre e Mónaco.

Isto levanta a questão da competência jurisdicional da justiça francesa, como já afirmaram os advogados de Strauss-Kahn, segundo uma fonte próxima ao caso.

Mas o denunciante, Jean-François Ott, ex-presidente de uma imobiliária em Luxemburgo, pode alegar que dos quatro administradores da LSK – Strauss-Kahn, outros dois homens e uma mulher -, dois são de nacionalidade francesa ou que a empresa era cotada no índice Euronext, que tem sede em Paris.

Também será necessário verificar se o ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI) tinha um cargo operacional na empresa, o que sua defesa nega.

Ott afirma ter investido 500.000 euros no capital da LSK, com base em um relatório sobre a situação financeira da empresa que não correspondia à realidade.

Ele apresentou em 30 de Junho em Paris uma denúncia por “fraude, abuso de bens sociais e falsificação” contra os ex-directores da LSK.

Dominique Strauss-Kahn deseja transformar a LSK em um fundo especulativo de dois biliões de dólares.

Mas o grupo declarou falência em Novembro de 2014, poucas semanas depois do suicídio em Tel Aviv do seu fundador, Thierry Leyne.

O ex-director do FMI teria deixado a presidência do grupo alguns dias antes. (afp.com)

 

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