JS apela à libertação de Luaty Beirão e restantes ativistas angolanos

(Lusa)
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A Juventude Socialista (JS) apelou hoje à União Europeia e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que atuem “com urgência” na proteção dos direitos de Luaty Beirão e dos 14 ativistas angolanos detidos, pedindo a libertação destes cidadãos.

“A JS exige ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português e à União Europeia que, perante a urgência e gravidade da situação de saúde de Luaty Beirão e outros ativistas detidos, atuem com urgência na proteção dos seus direitos, apelando ao governo angolano que providencie a sua libertação”, lê-se num comunicado.

Os socialistas, que “repudiam veemente a prisão dos 15 jovens angolanos”, lembram que “a Declaração Universal dos Direitos do Homem foi aceite em Angola em 2011, e as liberdades de expressão e reunião são direitos consagrados em Estados democráticos e inscritos na Constituição angolana”.

“Com base nestes pressupostos, a prisão ilegítima e o isolamento dos 15 jovens ativistas angolanos detidos em junho passado, constituem uma reação desproporcional e inaceitável por parte das autoridades políticas e judiciais angolanas contra um aparente delito de opinião e consciência”, considerou esta camada do Partido Socialista.

A nota remata que a JS está solidária “com todos aqueles que lutam ou se expressam pelos seus direitos de forma pacífica em todo o mundo, associando-se assim às manifestações de apoio a Luaty Beirão e a todos os jovens ilegitimamente aprisionados pelo estado angolano”.

Entre os 15 ativistas detidos conta-se o luso-angolano Luaty Beirão, em greve de fome há 36 dias.

Em causa está uma operação policial desencadeada a 20 de junho de 2015, quando 13 ativistas angolanos foram detidos em Luanda, em flagrante delito, durante a sexta reunião semanal de um curso de formação de ativistas, para promover posteriormente a destituição do atual regime, diz a acusação.

Outros dois jovens foram detidos dias depois e permanecem também em prisão preventiva.

Foram todos acusados – entre outros crimes menores – da coautoria material de um crime de atos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente de Angola, no âmbito desse curso de formação, que decorria desde maio.

Segundo a acusação, reuniam-se aos sábados para discutir as estratégias e ensinamentos da obra “Ferramentas para destruir o ditador e evitar uma nova ditadura, filosofia da libertação para Angola”, do professor universitário Domingos da Cruz – um dos arguidos detidos -, adaptado do livro “From Dictatorship to Democracy”, do norte-americano Gene Sharp. (noticiasaominuto.com)

por Lusa

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