José Maria Neves escusa-se a pronunciar sobre prisão de activistas em Angola

José Maria das Neves, Primeiro Ministro de Cabo Verde (Foto: D.R.)
José Maria das Neves, Primeiro Ministro de Cabo Verde (Foto: D.R.)
José Maria das Neves, Primeiro Ministro de Cabo Verde
(Foto: D.R.)

O Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, garantiu que as relações com Angola são boas e normais e que não ficarão beliscadas por causa de decisões dos órgãos de soberania do país em relação aos activistas detidos. Mas, recusou a tecer quaisquer comentários sobre a prisão dos 15 activistas angolanos por considerar que é uma questão interna do país.

“As relações são entre Estados, são normais, boas e, portando, não ficarão beliscadas por causa de decisões de órgão de soberania de Angola”, garantiu José Maria Neves, à margem do debate parlamentar de Outubro.

O Chefe do Governo disse que se trata de uma questão interna de Angola, escusando-se, por isso, a comentar. “Tratando-se de uma questão interna de outro país, enquanto Governo não nos cabe pronunciar sobre esta matéria que se refere à justiça e à governação de um outro país”.

Em relação às personalidades ligadas à cultura e ao activismo social em Cabo Verde que exigem, em carta aberta ao Presidente angolano, a “libertação imediata” dos activistas detidos desde Junho em Angola, acusados de conspirar para destituir o regime, José Maria Neves disse que são livres de expressarem a sua opinião relativamente a esta e outras matérias.

A carta, divulgada nas redes sociais na página “Liberdade aos Presos Políticos em Angola” é dirigida ao Presidente José Eduardo dos Santos, foi assinada por duas dezenas de personalidades ligadas à cultura e ao activismo social em Cabo Verde. Entre eles está o artista plástico Tchalé Figueira, o encenador João Branco, a musicóloga Lúcia Cardoso, o rapper Hélio Batalha, o sindicalista Maky Silva e o movimento #Mac114- mobilização de acção cívica.

Os 15 activistas, entre os quais o luso-angolano Luaty Beirão, que acabou de interromper a greve de fome que durou 36 dias, foram detidos a 20 de Junho durante uma reunião semanal e acusados de crime de rebelião e de estarem a preparar um atentado contra o Presidente de Angola. A prisão desses indivíduos já ultrapassou os prazos previstos na legislação angolana e é por essa razão que Luaty Beirão iniciou a greve de fome. (asemana.cv)

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