Iniciou Conferência internacional sobre segurança marítima e energética

(Foto: Angop)

A Conferência Internacional sobre Segurança Marítima e Energética (CISME) iniciou esta manhã com a entoação do Hino Nacional em Luanda, numa iniciativa de Angola, Estados Unidos de América e da Itália, com o objectivo a coordenação de estratégias e partilha de informações para tornar os mares mais seguros para o desenvolvimento da actividade económica.

(Foto: Angop)
(Foto: Angop)

A sessão de abertura é orientada  pelo Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente, em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

A conferencia conta com a participação de delegações de 54 países de África, Europa, América e Ásia e de várias organizações regionais e internacionais ligadas a segurança marítima e a exploração pesqueira e energética.

O evento é oportuno para Angola, que tem um espaço marítimo considerável para a pesca e exploração petrolífera.

A questão da segurança marítima se torna igualmente importante para a região do Golfo da Guiné, onde já tem havido algumas acções que afectam a economia marítima, ligadas à segurança, ao fenómeno da pirataria, poluição marítima, a pesca ilegal, violação de fronteiras marítimas e a imigração ilegal.

No evento vão ser debatidos temas como ameaças, oportunidades, vulnerabilidades e  capacidades  marítimas globais e continentais,  protecção de plataformas petrolíferas perspectivas globais, nacionais e do sector privado, entre outros.

Vão ser de igual modo analisados as respostas à insegurança marítima: formação, papel da inteligência, exercício e organizações conjuntas, bem como  cooperação internacional entre organizações regionais.

A nível regional a conferencia visa  examinar e recomendar passos importantes para desenvolver a capacidade e uma implementação holística das estratégias de segurança marítima africana.

No plano internacional o evento tem como perspectiva Identificar lacunas no apoio e coordenação de doadores internacionais ainda não reconhecidas ou enquadradas nas plataformas regionais e priorizar as áreas mais importantes e produtivas para o devido tratamento.

Ao nível nacional se propõe a encorajar a troca de informações entre os diversos sectores que concorrem para garantir a segurança marítima e energética, adopção de programas de desenvolvimento, responder a situações de emergência, e reforçar os mecanismos de segurança costeira e portuária.

No quadro regional e internacional visa congregar os países africanos nas questões de segurança marítima e energética, e estabelecer bases de cooperação e identificar as lacunas na coordenação com doadores internacionais

Espera-se que a conferência que encerra nesta sexta-feira pelo estabelecimento de acordos multilaterais que permitam a realização de operações conjuntas nos domínios da segurança marítima e energética, respeitando o direito internacional do mar e a soberania dos Estados. (portalangop.co.ao)

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