Independência permite ao Governo criar programas para o povo

Secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel (Foto: joaquina Bento)
Secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel (Foto: joaquina Bento)
Secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel (Foto: joaquina Bento)

O secretário de Estado da Indústria, Kiala Ngone Gabriel, considerou hoje, em Luanda, que os 40 anos de independência representam para o povo angolano a autodeterminação, liberdade e a possibilidade do governo definir o que é de interesse para os seus cidadãos.

“Para os angolanos, 40 anos representam também ganhos e progresso, sem escamotear o conflito armado que assolou o país, ceifou muitas vidas e destruiu infra-estruturas económicas e sociais”, considerou Kiala Gabriel em entrevista à Angop, a propósito dos 40 anos de independência que o país assinala em Novembro próximo.

Ao caracterizar os dois momentos que país viveu neste período (conflito armado e a paz a partir de 2002), o governante apontou que antes de 2002 Angola teve vários problemas, nomeadamente com a instabilidade macroeconómica, incertezas nos programas de desenvolvimento e de vida das populações e com a falta de movimentação no território nacional.

Hoje, disse, com a paz, há livre circulação de pessoas e bens, a abertura do território nacional e a entrada de investidores, o Estado começa a ter perspectivas de longo prazo ou seja, a definir programas com a certeza de que podem ser implementados com segurança.

“Por isso, o Governo definiu na véspera do período de paz o programa Angola 20/25, uma estratégia de desenvolvimento sustentável de longo prazo, na certeza de que os objectivos definidos seriam alcançados, um facto que tem vindo a acontecer”, sublinhou.

Informou que no sector da indústria transformadora o país teve antes de 2002 algum investimento que foi pouco notório em relação ao que é feito hoje. Esta nova situação possibilitou que o país saísse de uma economia destruída para uma em reconstrução, modernização, e em alguns casos já com alguma especialização.

“Podemos dizer que antes de 2002 várias politicas foram definidas mas, infelizmente nem todas foram bem sucedidas, devido às incertezas que vivíamos na época” , sublinhou o governante.

Segundo Kiala Gabriel, foi um período em que o Estado esteve impossibilitado de dar o seu apoio total, isto é, envolver – se em todos os projectos, porque os esforços disponíveis na altura eram canalizados para a guerra. (portalangop.co.ao)

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