Incêndios florestais são mais prováveis ​​no mundo em aquecimento

(AFP)
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Um clima mais quente poderia levar a um aumento nos incêndios florestais – é o que mostra um estudo publicado nesta segunda-feira, que pesquisou a história dos incêndios nas Montanhas Rochosas dos Estados Unidos.

Os investigadores examinaram os depósitos de carvão em 12 lagos no norte do Colorado e encontraram evidências de que “incêndios florestais queimaram grandes porções daquela área durante um pico documentado em temperaturas na América do Norte a partir de cerca de 1.000 anos atrás”, disse o estudo.

O período de 300 anos de aquecimento incomum e seca é conhecido como Período Quente Medieval (MWP, na sigla em inglês), quando as temperaturas aumentaram até 0,5 graus Celsius.

O estudo concentrou-se numa área de 100.000 hectares.

Nessa zona, “a frequência de incêndios foi 260 por cento maior do que durante os últimos 420 anos”, disse o estudo.

“Os resultados sugerem uma ligação entre o aquecimento do clima e o aumento da frequência de incêndios violentos, e que os incêndios florestais tornem-se mais frequentes caso as temperaturas continuem a subir”.

O clima aqueceu 0,45 graus Celsius durante o Período Quente Medieval.

A título de comparação, o aumento médio da temperatura na região das Montanhas Rochosas desde o ano 2000 tem sido cerca de 0,625 graus Celsius mais alto do que durante o século XX, segundo a pesquisa.

A maioria dos cientistas concordam que o actual aquecimento global é desencadeado pela industrialização moderna e a queima de combustíveis fósseis que prende o calor na atmosfera.

Grandes incêndios têm devastado a região do meio oeste dos Estados Unidos desde meados dos anos 1980, segundo o estudo.

“O que a nossa pesquisa mostra é que mesmo as tendências de aquecimento regionais, como as que estamos vivendo, podem fazer com que áreas enormes nas Montanhas sejam afectadas por incêndios florestais”, disse o autor do estudo, John Calder, doutorando da University of Washington.

“Quando olhamos para trás no tempo, só vemos evidências de grandes áreas em chamas uma vez nos últimos 2.000 anos”, acrescentou Calder.

“Isso mostra que grandes incêndios da magnitude que temos visto recentemente costumavam ser muito raros”.

O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. (afp.com)

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