III Cimeira Índia-África: PND preconiza fortalecimento da cooperação com a Índia

Embaixador da República de Angola na Índia, Manuel Bravo (Foto: Angop/Arq)
Embaixador da República de Angola na Índia, Manuel Bravo (Foto: Angop/Arq)
Embaixador da República de Angola na Índia, Manuel Bravo (Foto: Angop/Arq)

O embaixador de Angola na Índia, Manuel Bravo, sublinhou hoje, segunda-feira, em Nova Deli, que a Índia consta do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013/2017 como um dos países, com os quais Angola deve fortalecer a cooperação bilateral.

O diplomata falava à imprensa, sobre as relações entre os dois países, três dias antes da III Cimeira Índia-África, na qual Angola será representada pelo Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

No cumprimento do estabelecido do PND-2013/2017, o embaixador acredita que passos serão dados nos encontros bilaterais que Manuel Vicente vai manter com o primeiro-ministro indiano, Nerendra Modi, e o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, com a sua homóloga indiana, ambos à margem da cimeira.

Na opinião de Manuel Bravo, nessas reuniões serão estabelecidas novas balizas para a expansão e fortalecimento da cooperação bilateral.

No domínio empresarial a representação diplomática recebe, semanalmente, dezenas de manifestações de interesses e de intenções de investimento indiano em Angola, que são objecto de selecção e estudo prévio, para verificar a idoneidade dos empresários e proceder-se ao envio aos departamentos ministeriais, aclarou.

No tocante às áreas visadas afirmou que sãos fundamentalmente as do comércio e indústria, saúde, educação, petróleo e gás, sendo que, preferencialmente, o Executivo angolano defende a montagem de fábricas e infra-estruturas nestes domínios, na perspectiva de criar-se emprego para os angolanos.

Por outro lado, Manuel Bravo referiu que Angola conta na Índia com uma comunidade de mais ou menos 269 pessoas, maioritariamente constituída por estudantes, dos quais cerca de cinco dezenas do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos de Angola (INAGBE), outra da Sonangol e a título privado.

Nesta vertente predomina a formação em engenharias, área em que “a índia é famosíssima”.

Salientou que a embaixada detém o controlo dos estudantes, passando a saber o número e as circunstâncias em que chegaram à Índia, assim como quando terminam a formação e consequente regresso a Angola.

O diplomata considerou excelente o estado das relações entre os dois países, que remontam ao período antes da independência de Angola (11 de Novembro de 1975).

Referiu que durante a guerra anti-colonial Angola sempre beneficiou do apoio político-diplomático da Índia nos fóruns internacionais.

“Mesmo a nível dos nossos combatentes pela liberdade, nas academias militares indianas formaram-se combatentes nossos que lutaram, na altura, pela independência do país”, recordou. (portalangop.co.ao)

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