Hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental

Organização Mundial da Saúde (D.R)

Comemora-se hoje, 10 de Outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental, com o propósito de sensibilizar os governos a darem uma importância relevante a esta problemática, que assola o Mundo.

Organização Mundial da Saúde (D.R)
Organização Mundial da Saúde (D.R)

O dia, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é encarado como “prioridade global”, apesar da complexidade existente na definição do conceito saúde mental.

Os problemas de saúde mental, segundo a OMS,  constituem actualmente a principal causa de incapacidade e uma das mais importantes causas de morbilidade nas sociedades.

Para a organização internacional, este e outros factores fazem com que a saúde mental seja uma prioridade da política de saúde dos governos.

De acordo com a OMS, a crise financeira que atinge os mercados e o cidadão comum, devido o seu impacto em emprego e consumo de álcool, entre outros factores, terá repercussões na saúde mental das pessoas, aumentando os casos de stress, depressão e desordens mentais.

O consumo excessivo de álcool causa a morte de dois milhões de pessoas por ano e a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, o que representa um milhão de suicídios anuais.

A OMS sustenta que a solução para estas situações não é “como era feito antes”: trancar o doente em uma instituição psiquiátrica, o que, além de não resolver a origem do mal, é caro e pode expor o paciente a abusos.

A conclusão apresentada é a de que o atendimento médico primário para tratar os transtornos mentais é, de longe, muito mais efectivo, humano e barato.

Tratamento:

Segundo uma fonte da OMS, existem 21 milhões de pessoas com esquizofrenia no mundo, 12 milhões de homens e 9 milhões de mulheres.

Praticamente metade delas recebe tratamento de saúde, mas nos países de baixa e média rendas o índice é inferior.

Na África, por exemplo, 80% dos que sofrem da doença não recebem o tratamento adequado.

Expectativa de Vida:

Segundo a agência da ONU, as pessoas com esquizofrenia vivem muito menos do que a população em geral. A expectativa de vida dos que sofrem de doenças mentais severas é de 10 a 25 anos mais baixa do que a das pessoas que não têm o problema.

A OMS explica que existem várias razões para isso, entre elas, um estilo de vida ruim, obesidade, fumo exagerado e bastante comum entre os que têm esquizofrenia e o sedentarismo.

Sendo assim, os especialistas dizem que os pacientes acabam desenvolvendo diabetes. A doença é duas ou três vezes mais comum entre essas pessoas.

Suicídio:

Outro problema detectado entre os doentes mentais é a hiperlipidemia, onde ocorre um aumento da gordura no sangue levando a doenças cardiovasculares.

As pessoas com esquizofrenia sofrem com uma variedade de infecções e acabam morrendo desses problemas. O suicídio afecta 5% desse grupo.

O especialista disse que a OMS está encorajando os países a acelerar o processo de mudança de como os doentes são tratados.

Em vez de internar em clínicas para pessoas com transtornos mentais, a organização sugere tratamentos nas próprias comunidades em que vivem.

A OMS afirma que com um monitoramento regular da saúde e com um acompanhamento dos efeitos colaterais dos medicamentos, essas pessoas podem ter uma vida normal.

Em Angola, o governo implementou um sistema de Rede Integrada nas províncias de Luanda, Malanje, Huambo, Huíla, Benguela e Cabinda, para fazer face ao problema de saúde menta,, e não só.

Neste âmbito, o Executivo está a apostar na expansão dos serviços de saúde mental (psicólogos clínicos e psiquiatras) no país com o propósito de facultar mecanismos de controlo, tratamento, acompanhamento médico e consciencialização da população sobre os perigos da doença e, consequentemente, reduzir a violência, homicídios e suicídios.

Este aumento visa garantir os cuidados médicos mais próximos do doente, pois, na realidade angolana, os transtornos são orgânicos (por malária), consumo de Álcool, tabaco e drogas, esquizofrenia, ideias delirantes, humor, bem como de aprendizagem, que têm seu agravamento ou causa no ambiente de trabalho.

Acrescentou que o maior entrave para o combate com sucesso das doenças mentais está ligado grandemente às situações de estigma, descriminação e,  fundamentalmente, ao fraco investimento no apetrechamento das unidades com os psicotrópicos, equipamento e reagentes eficazes e eficientes, sem esquecer nos Recursos Humanos. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA