Hillary Clinton promete limitar o acesso às armas

Hillary Clinton, candidata democrata às presidenciais de 2016 nos EUA (REUTERS/Brian Snyder)
Hillary Clinton, candidata democrata às presidenciais de 2016 nos EUA (REUTERS/Brian Snyder)
Hillary Clinton, candidata democrata às presidenciais de 2016 nos EUA
(REUTERS/Brian Snyder)

Hillary Clinton apresentou ontem à noite o seu programa em matéria de controlo de venda de armas de fogo. A candidata democrata afirmou que esta será a sua prioridade se for eleita presidente dos Estados Unidos da América. Depois do massacre de Roseburg, todos os candidatos às presidências de 2016 tomaram posição sobre esta questão.

Hillary Clinton prometeu, se for eleita, que vai limitar o acesso às armas de fogo, num país onde todos os anos cerca de 30 mil pessoas são assassinadas. Proibição de armas automáticas fora do domicilio, verificação obrigatória de registo criminal, instauração de controlo de venda de armas na internet. A candidata quer legislara por decreto no caso do Congresso se opuser ao seu programa e espera conseguir numa questão onde Barack Obama falhou.

O lobby da NRA

Nada leva a crer que este programa será aplicado, mas desde o massacre de Roseburg no Estado Oregon, na costa oeste dos Estados Unidos, no qual nove pessoas perderam a vida, Hillary Clinton quer atacar de frente o forte lobby das armas.

O lobby da NRA, um dos mais poderosos em Washington, promove os interesses económicos da indústria, influenciando leis, candidaturas políticas e defende o direito individual de posse de arma de fogo, previsto numa das emendas constitucionais. Um adolescente com 14 ou 16 anos pode adquirir legalmente uma arma de fogo.

“São coisas que acontecem”

Os candidatos republicanos não partilham das mesmas ideias. Donald Trump, que lidera as sondagens, explicou ser impossível acabar com ” este desequilíbrio”, sublinhando que os controlos não vão servir para nada. O candidato de Jeb Bush também reagiu ao massacre de Roseburg tendo declarado que “são coisas que acontecem”. Declarações que já mereceram várias críticas da parte da Casa Branca e de associações de famílias das vítimas. (rfi.fr)

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