Filipinas: Tufão Koppu terá provocado a morte a 14 pessoas

(EURONEWS)
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O tufão Koppu está a perder força nas Filipinas e os trabalhos de limpeza já estão em curso, mas as últimas notícias da passagem desta forte tempestade pelo arquipélago apontam para pelo menos 14 mortos e mais de 6700 deslocados.

O balanço oficial, no entanto, a meio desta segunda-feira (início da manhã em Lisboa) era de apenas 2 mortos confirmados. A Gazeta oficial do Governo das Filipinas adiantava ainda que mais de 20 mil pessoas terão sido afetadas pelas fortes chuvas e ventos deste tufão que os locais apelidam como Lando.

De acordo com alguns meios de comunicação, fonte da guarda costeira filipina terá, entretanto, revelado a morte de pelo menos 7 pessoas, afogadas após o barco em que navegavam ter afundado no estreito de Iloilo. Pelo menos, 32 pessoas teriam sido resgatadas deste naufrágio e duas continuavam desaparecidas. Com estes relatos ainda não oficiais, o balanço de vítimas já terá chegado aos 14 mortos.

Num comunicado divulgado pela Gazeta oficial, Edwin Lacierda, o porta-voz da Presidência, fez saber, entretanto, que 6776 pessoas, de 1830 famílias, tiveram de se evacuadas. A energia elétrica já havia sido também restabelecida em 5 cidades e 48 municípios nas províncias afetadas.

A tempestade está a perder força, mas, ainda assim, nos próximos é esperada chuva e os alertas mantém-se. As escolas nas províncias afetadas estão encerradas, prevendo-se a reabertura esta terça-feira.

A agência de notícias filipina GMA estima que as inundações provocadas pelas fortes chuvas do Kopp, na costa leste de Lozun, sejam as piores das últimas décadas. “Nunca vi nada assim. É a pior inundação que vi em toda a minha vida”, afirmou Reynaldo Ramos, um agricultor de 68 anos, à AFP.

O tufão está em rota para norte, rumo ao Japão, mas poderá continuar a afetar as Filipinas até ao próximo domingo, naquela que é já vista como a segunda maior tempestade no arquipélago depois da passagem do tufão Haiyan, em 2013, que fez mais de 7300 mortos e desaparecidos. (euronews.com)

por Francisco Marques

 

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