FIFA: Blatter contra-ataca e aponta Platini (vídeo)

(foto:Mchael Buholzer/AFP)
(foto:Mchael Buholzer/AFP)
(foto:Mchael Buholzer/AFP)

Blatter contra-ataca. Numa entrevista à agência russa Tass, o presidente demissionário da FIFA, suspenso de funções até 8 de janeiro, veste-se de bode expiatório e aponta o dedo a Platini.

Cinco meses depois do escândalo que abalou a FIFA, Sep Blatter rejeita quaisquer responsabilidades e distribui acusações: Platini, a Europa, Sarkozy… e as federações de futebol não podem com Gianni Infantino.

Queria o meu lugar

O pai da desgraça, é Michel Platini, “Porque queria ser presidente da FIFA”, diz Blatter.

“A UEFA não me queria como presidente da FIFA, queria afastar-me”, explica o homem que chefia a organização desde 1998. “Tornei-me alvo priveligiado de ataques, nos últimos três anos, especialmente desde o Mundial 2014 no Brasil”, acrescenta, revelando ainda que “As minhas relações com Platini deterioraram-se por causa do virus anti-FIFA que afeta a UEFA”.

“Em 2007, quando foi eleito presidente da UEFA, éramos amigos, mas um ano depois, durante o Euro 2008 na Suíça, fui contestado pela UEFA e nunca mais fui às competições”, confia o suíço de 79 anos.

Tudo por causa da política

“O presidente da FIFA está entre as duas potências, Estados Unidos e Rússia”, queixa-se o helvético. Segundo Blatter, “Existia um acordo para atribuir os Mundiais 2018 e 2022 à Rússia e aos Estados Unidos”.

Tudo combinado e certinho, até que Sarkozy meteu a palha: “Estava tudo bem, até que veio Sarkozy dizer que seria bom pensar no Qatar e os Estados Unidos perderam quatro votos na Europa”, esclarece o homem de Viège.

Uma vez mais, a geopolítica complicou a vida ao presidente da FIFA: “A Inglaterra e os Estados Unidos tiveram mau perder em dezembro de 2010, quando foram atribuídos os Mundiais à Rússia e ao Qatar”, pontua.

Infantino non amato

Finalmente… ninguém gosta de Gianni Infantino. O actual secretário-geral da UEFA recebeu na segunda-feira o apoio unânime do Comité Executivo da organização à presidência da FIFA, mas Sep Blatter sabe que “a maior parte das federações de futebol não gostam de Infantino”.

Amigos como Vladimir são raros…

Encurralado entre todas esta malha de forças maléficas e traído por Platini, Sep Blatter confia à agência russa que um amigo nunca o abandonou. “Vladimir Vladimirovich é um bom amigo de Joseph Josephovich”, explica sorridente. “É isso que me agrada na Rússia, o facto de continuar a poder contar com o pleno apoio do presidente Putin nas situações difíceis”, acrescenta, garantindo que “a Rússia nunca perderá o Mundial”. (euronews.com)

por Nelson Pereira

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