EUA responsabilizam Rússia se o Irão também intervir na Síria (vídeo)

(Euronews)
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Os relatos de que tropas iranianas já estariam na Síria para uma larga ofensiva terrestre ao lado das forças militares do Presidente Bashar al-Assad fizeram soar as sirenes em Washington. Washington ainda não pode confirmar estas informações, mas está a leva-las a sério.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, adiantou que os Estados Unidos vêem nesta eventualidade uma consequência natural da intervenção da Rússia naquele país à revelia da comunidade internacional ocidental.

“Se for verdade — e os relatórios estão a chegar-nos de diversas fontes — seria uma demonstração muito apropriada e até poderosa de como a intervenção militar russa na Síria, focada em bombardeamentos indiscriminados de alvos da oposição síria, está a agravar o conflito sectário naquele país”, afirmou Earnest.

As informações de que o Irão já tem militares na Síria para ajudar o regime de Assad no conflito civil, partiram de duas fontes libanesas, citadas pela Reuters. Até agora, o apoio militar do Irão ao presidente sírio tinha acontecido basicamente através de conselheiros militares, mas agora a ajuda de Teerão terá sido reforçada.

“A vanguarda das forças terrestres iranianas já começou a chegar à Síria. São soldados e oficiais, especificamente para participar nesta batalha. Não são conselheiros. Estamos a falar de centenas com equipamento e armas. A eles, vãos seguir-se mais”, afirmou uma das fontes.

A agência de notícias adianta que centenas de soldados iranianos terão chegado à Síria nas últimas duas semanas, armados com um arsenal para uma grande ofensiva terrestre.

Estes militares iranianos que vão ajudar Assad a combater as milícias da oposição poderão vir a ser ainda apoiados por elementos do Hezbollah, milícias xiitas iraquianas e afegãs, com apoio da força aérea russa, que já tem vindo a efetuar bombardeamentos no país.

Face às suspeitas levantadas pelos Estados Unidos e pela França sobre os alvos da Rússia na Síria, o responsável diplomático do Kremlin, Sergei Lavrov, garantiu esta quinta-feira, em Nova Iorque, que os raides aéreos russos na Síria têm tido exclusivamente como alvos posições controladas por terroristas como o autoproclamado grupo Estado Islâmico.

(“Ficaremos muitos preocupados se a Rússia atacar areas onde não estejam a operar aliados do grupo Estado Islâmico.”)

O Ministério da Defesa russo acrescentou que nos raides desta quinta-feira foram atingidas também posições da Frente al-Nusra, que tem ligações à Al Qaeda. Os Estados Unidos já advertiram que a intervençaõ russa pode acabar mal se tiver por finalidade a defesa do regime de Bashar al-Assad.

A presente intervenção russa na Síria é a primeira no exterior da federação que é assumida pelo Kremlin desde a invasão soviética do Afeganistão, em 1979.

(“Aviões de guerra russos atingem quarteis da brigada rebelde nos arredores de Idlib e bombardeiam os arredores de Hama.”) (euronews.com)

por Francisco Marques | com REUTERS

2 COMENTÁRIOS

  1. Os USA podem bombardear qualquer país sem o consentimento dos todos os membros permanente da ONU.Acho que a Rússia também sentiu-se no direito de fazer aquilo em que acredita.

  2. Os USA podem bombardear qualquer país sem o consentimento dos todos os membros permanente da ONU.Acho que a Rússia também sentiu-se no direito de fazer aquilo em que acredita.

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