EUA consideram cooperação entre Estados fulcral para a segurança marítima

GENERAL DAVID RODRIGUES - COMANDANTE DA AFRICOM (Foto: Francisco Miudo)

O comandante da força norte-americana para a África (AFRICOM) defendeu hoje, sexta-feira, em Luanda, uma cooperação regional bem estruturadas, estratégias marítimas nacionais com os recursos apropriados e uma indústria participativa para garantir a segurança marítima e energética.

GENERAL DAVID RODRIGUES - COMANDANTE DA AFRICOM (Foto: Francisco Miudo)
GENERAL DAVID RODRIGUES – COMANDANTE DA AFRICOM (Foto: Francisco Miudo)

Segundo o David Rodrigues, a crescente complexidade e sofisticação das redes criminosas que operam no contexto marítimo, bem como a vastidão do domínio marítimo e os mais variados níveis de capacidade e habilidade a nossa disposição exigem uma cooperação regional bem estruturadas, estratégias marítimas nacionais com os recursos apropriados e uma indústria participativa”.
O estratega militar americano que discursava na conferência internacional sobre segurança marítima e energética, numa iniciativa do Executivo angolano com o apoio dos Estados Unidos da América e da Itália, considera fulcral a cooperação entre Estados para a garantia da segurança nos mares e oceanos.
Afirmou que os Estados Unidos, no domínio da segurança juntam aos africanos e ao resto do mundo por estarem intrinsecamente ligados pelos oceanos e vias marítimas de comunicação.
“Partilhamos o desafio e as oportunidades devido ao nosso denominador comum que é a dependência que temos do mar. A liberdade de navegação, a segurança dos marinheiros, a protecção do ecossistema marítimo, o uso sustentável dos recursos oceânicos são princípios marítimos fundamentais e (…) porque a segurança e a prosperidade globais são do interesse de todas as nações.
Salienta o facto de todos buscarem respostas adequadas, quer sejam nacionais, regionais ou globais, à pirataria, ao tráfico de seres humanos, de narcóticos e de armas, aos assaltos à mão armada e sequestros, a imigração, a pesca ilegal e a poluição marítima.
Valorizou o facto de os líderes africanos terem criado em Junho de 2013 o Código de Conduta Para a Prevenção e a Repressão da Pirataria, Assalto à mão Armada contra Navios e Actividades ilícita, vulgo “Código de Yaoundé”.
Valoriza a preparação, o treinamento e a preparação de profissionais em segurança marítimas e promover a cooperação regional e realizar com êxito as suas missões, sublinhando que “o treinamento é a linha basilar dos exercícios e das operações”.
O militar considera que a cooperação regional é mais efectiva quando procurada dentro de uma estrutura abrangente e que englobe estratégias marítimas nacionais.
Falou da importância da coordenação interministerial ou entre agências como parte da estratégia de desenvolvimento, bem como uma abordagem abrangente, que deve ser utilizada para implementar uma estratégia marítima.
Disse que o Comando americano para África encontra-se pronto a assistir e apoiar iniciativas nacionais por estar comprometido com os contínuos esforços para criar um ambiente seguro no sentido de desenvolver o imenso potencial de África.
De acordo com o general americano, “para explorar com sucesso o potencial do ambiente marítimo de África, as estratégias nacional e regional devem olhar para além dos esforços governamentais e militares para incorporar o papel essencial da indústria civil”.
Aponta um exemplo do Gana onde uma parceria inovadora entre indústrias e governo apoiada financeiramente pelo sector dos transportes marítimos, composta por uma equipa multinacional de observadores da marinha regional acelerou o desenvolvimento de uma imagem operacional regional que prevê o aumento de segurança do tráfego marítimo, bem como a melhoria da capacidade de resposta das forças de segurança marítima.
David Rodrigues afirmou que o Governo e a indústria precisam comunicar efectivamente e trabalhar em conjunto para a regulação responsável com base na ciência e na tecnologia, de modo que a saúde dos oceanos e os meios de subsistência que deles provêm, sejam protegidos para as gerações futuras, em simultâneo com a maximização do seu uso corrente.
“A aquicultura, o turismo marítimo, a biotecnologia marinha, a energia marítima renovável, a mineração de recursos marinhos representam um visível crescimento e potencial desenvolvimento, mas precisam ser equilibrados com a melhoria da saúde dos oceanos, das costas e dos ecossistemas”, declarou o estratega militar americano. (portalangop.co.ao)

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