Estabilidade nos Grandes Lagos depende de vontade política – ministro da Defesa

João Lorenço - Ministro da defesa Nacional (Foto: Gaspar Dos Santos)
João Lorenço - Ministro da defesa Nacional (Foto: Gaspar Dos Santos)
João Lorenço – Ministro da defesa Nacional (Foto: Gaspar Dos Santos)

A estabilidade e paz na região dos Grandes Lagos depende da vontade política dos seus países membros, no sentido de inverter o actual quadro que a todos penaliza, considerou nesta terça-feira, em Luanda, o ministro da Defesa Nacional, João Lourenço.

O governante discursava no acto de abertura da Reunião dos Ministros da Defesa dos Países Membros da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que decorreu em Luanda.

No seu entender, se todos trabalharem unidos em torno do ideal comum, de fazer da região um espaço livre de guerras conseguir-se-á vencer todos os desafios que actualmente parecem difíceis de alcançar.

“Ansiamos todos pelo momento em que a nossa inteligência, nossas energias serão dedicadas sobretudo à exploração do grande potencial económico da região, em benefício das suas populações”, disse.

Relativamente à reunião, referiu que procura analisar a situação política e militar vigente na RDC, República Centro Africana, Burundi e Sudão do Sul.

Em relação à RDC, o ministro frisou que foram constatados avanços no combate às forças negativas no Leste do país, nomeadamente as Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR), ADF e M23.

Avançou que a reunião encarregou a República de Angola na sua qualidade de presidente da CIRGL, a promover um encontro entre os ministros da Defesa da RDC e do Uganda, que em princípio deverá ter lugar em Kinshasa no próximo mês de Novembro, no sentido de procurar implementar as recomendações saídas da última cimeira dos Chefes de Estado a respeito do futuro destas forças.

Neste contexto, avançou que serão passadas em revista o grau de cumprimento das medidas preconizadas pelas Cimeiras de Chefes de Estado, o seu grau de implementação, progressos alcançados e medidas a tomar.

Quanto a República Centro Africana, deu a conhecer que a CIRGL está a trabalhar no sentido de criar todas as condições para que efectivamente as eleições previstas para Dezembro do corrente ano tenham lugar.

Já a situação no Burundi, afirmou, tende a melhorar, embora se reconheça haver ainda muito trabalho, sobretudo no que diz respeito ao diálogo entre as forças.

Quanto ao Sudão do Sul e Burundi, afirmou que tudo será feito para a promoção da estabilidade política nestes países. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA