Entre repetentes e estreantes, eis o novo Governo de Passos

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Passos Coelho apresentou um novo Executivo ao Presidente da República, sendo que manteve a chamada estrutura forte do Governo, preservando alguns dos cargos mais relevantes do passado Executivo e renovando apenas oito ministros.

As escolhas de PSD e CDS não são muito surpreendentes nem ousadas, até porque a duração do novo Executivo poderá ser curta, tendo em conta as moções de rejeição que deverão ser apresentadas por PS, Bloco de Esquerda e PCP na Assembleia da República.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, já aprovou o novo Executivo e marcou a tomada de posse do XX Governo Constitucional para a próxima sexta-feira, dia 30 de outubro, pelas 12h00, no Palácio da Ajuda.

Os ‘repetentes’

Nomes incontornáveis da anterior legislatura acabam por se manter. Pedro Passos Coelho como chefe do Executivo e Paulo Portas a vice-primeiro-ministro, cargo que exerce desde o verão de 2013, após a decisão ‘irrevogável’ que acabou por lhe atribuir outra função.

Maria Luís Albuquerque, Rui Machete, José Pedro Aguiar-Branco e Luís Marques Guedes mantêm-se no Governo, sendo que comandam as pastas das Finanças, Negócios Estrangeiros, Defesa Nacional e Presidência, respetivamente. Com a saída de Poiares Maduro da composição do executivo, Marques Guedes passa a liderar o Ministério da Presidência e do Desenvolvimento Regional. A tutela dos Assuntos Parlamentares ganha uma pasta própria e será liderada por Carlos Costa Neves.

Jorge Moreira da Silva mantém o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Assunção Cristas o Ministério da Agricultura e do Mar e Mota Soares o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

Os ‘estreantes’

O Ministério da Administração Interna, antes nas mãos de Anabela Rodrigues, ficará a cargo de João Calvão da Silva, que preside o Conselho de Jurisdição do PSD desde que Passos Coelho está à frente dos sociais-democratas.

Fernando Negrão, derrotado frente a Ferro Rodrigues na votação para a presidência da Assembleia da República, ficará com a pasta da Justiça, de onde sai Paula Teixeira da Cruz. Esta não é a primeira vez que comanda um ministério, já que em 2004 assumiu o da Segurança Social no executivo de Santana Lopes.

Para suceder a Pires de Lima surge o nome de Morais Leitão. O novo ministro da Economia é do CDS, tal como o antecessor e, até ao momento, era secretário de Estado Adjunto de Paulo Portas, sendo que esteve sempre ligado à área da banca.

Na Saúde, Fernando Leal da Costa passa de secretário de Estado Adjunto a ministro, e substitui Paulo Macedo. Já o controverso Nuno Crato deixa a pasta da Educação que será entregue à independente Margarida Mano.

Novos ministérios

Em relação ao Governo apresentado em 2011, o Executivo apresentado esta terça-feira tem dois novos ministérios, o Ministério da Cultura Igualdade e Cidadania e o Ministério da Modernização Administrativa, e uma divisão que dá lugar ao Ministério dos Assuntos Parlamentares, anteriormente o Ministério da Presidência e dos Assuntos Parlamentares.

O Ministério da Cultura, Igualdade e Cidadania estará nas mãos de Teresa Morais, um dos cargos mais surpreendentes, sendo que, apesar de ser a atual secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Jorge Barreto Xavier era o nome mais expectável para o cargo.

Já o novo Ministério da Modernização Administrativa surge na sequência da discussão em torno da reforma do Estado. Rui Medeiros é o professor de Direito e advogado que conduzirá pasta. (noticiasaominuto.com)

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