Eleições na Tanzânia podem significar mudança histórica

Edward Lowassa concorre pela União dos Defensores da Constituição do Povo, coligação da oposição (Getty Images)
Edward Lowassa concorre pela União dos Defensores da Constituição do Povo, coligação da oposição (Getty Images)
Edward Lowassa concorre pela União dos Defensores da Constituição do Povo, coligação da oposição (Getty Images)

No próximo dia 25 de outubro, os eleitores da Tanzânia vão às urnas eleger o Presidente, os membros do Parlamento e governos locais. Especialistas dizem que será um teste para a democracia do país do leste africano.

Esta será a quinta vez que o país realiza eleições, desde a restauração do sistema multipartidário em 1992. O Presidente em exercício, Jakaya Kikwete, não pode ser eleito para um terceiro mandato devido a um limite de dois mandatos.

As campanhas políticas começaram em 22 de agosto. O partido Chama Cha Mapinduzi (CCM), no poder na Tanzânia, escolheu John Magufuli como seu candidato presidencial.

O ex-primeiro-ministro Edward Lowassa, que chegou a ser considerado um dos principais candidatos, foi rejeitado e concorre agora pela União dos Defensores da Constituição do Povo, uma coligação de quatro partidos da oposição.

Também o ex-primeiro-ministro Frederick Sumaye deixou o partido no poder para acompanhar Lowassa. A deserção dos dois políticos faz com estas eleições sejam vistas como uma “batalha de titãs”.

O partido no poder reage apelando à mudança com uma campanha sob o slogan “poder popular”, que atrai multidões aos comícios. Mas são muitos os pontos críticos destas eleições.

Luta contra a corrupção

A disparidade entre pobres e ricos é atualmente mais acentuada do que quando o Presidente Kikwete assumiu o cargo em 2005, prometendo acabar com a corrupção. O seu Governo tem sido abalado por uma série de escândalos de corrupção de alto nível.

O analista da Fundação alemã Konrad Adenauer na Tanzânia, Richard Shaba, afirma que não existe vontade política de lutar contra a corrupção. “A posição atual é: temos todos estes instrumentos para combater a corrupção, mas não parecem estar a funcionar”, explica.

Enquanto o manifesto eleitoral do CCM aponta como áreas prioritárias a luta contra a corrupção, a redução da pobreza, o desemprego juvenil e a manutenção da paz, para a oposição, as principais prioridades seriam a educação, a saúde, a agricultura e a infraestrutura.

Além da irrisória presença feminina entre os candidatos, com apenas uma mulher concorrendo à presidência, a proposta de uma nova Constituição tem gerado debates acesos. A oposição propõe um Executivo dividido em três: Tanganyika, Zanzibar e Governo da União. O partido no poder opõe-se.

A proposta do partido no poder seria impopular, diz Humphrey Polepole, ex-membro da dissolvida Comissão de Revisão Constitucional. “Não podemos escrever uma nova Constituição que não representa e respeita as opiniões dos tanzanianos “, salienta. (dw.de)

1 COMENTÁRIO

  1. é preciso mesmo que o partido que irá vencer essas eleições deve ter em conta a corrupção em vários niveis, proporcionar a equidade de género no pais em amulher deve participar activamente no processo de governação, na tomada de decisao, rever a constituição da republica e o codigo penal convista a estabelecer uma boa e consisa governação.samuel sabite moçambique-niassa

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