Docente francês aconselha criação de programa de adaptação às alterações climáticas

Francois Gemenne- Professor (Foto: Roário dos Santos)
Francois Gemenne- Professor (Foto: Roário dos Santos)
Francois Gemenne- Professor (Foto: Roário dos Santos)

O professor universitário François Gemenne disse hoje, quarta-feira, em Luanda, ser necessário Angola desenvolver programas de adaptação para atenuar o impacto das alterações climáticas.

Em declarações à imprensa, na sequência da palestra que proferiu sobre “Desafios do aquecimento global e a geopolítica”, o docente francês indicou que o desafio é combinar desenvolvimento, reconstrução e protecção do meio ambiente.

“Temos uma óptica de pensamento onde verificamos prioridades conflituosas como desenvolvimento, reconstrução e protecção do meio ambiente e como os países, nomeadamente Angola, poderiam desenvolver-se sem recursos à energia fósseis, como o carvão e petróleo” – salientou.

Disse, por outro lado, que as mudanças climáticas não são só um problema do meio ambiente, mas também uma questão de política que pode ser resolvida com simples negociações sobre protecção.

François Gemenne frisou que o quadro das emissões de gases de efeito estufa continua.

De acordo com ele, o desafio da Conferência de Paris, que se realiza de Novembro a Dezembro, é de mudar a trajectória da curva das emissões de efeito de estufa para evitar o aquecimento climático na ordem dos quatro graus.

Para François Gemenne, também director executivo da Associação Políticas da Terra e pesquisador sénior do Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po), África é o continente menos responsável por alterações climáticas, mas será das regiões mais afectadas por elas.

“Há uma grande injustiça por detrás disso, porquanto há necessidade de se desenvolver em África um programa de adaptação que permita minimizar o impacto da mudança climática para as populações” – salientou.

Acrescentou que nas negociações da Conferência de Paris “Não vamos discutir unicamente sobre os feitos de estufa, mas também sobre o financiamento desta adaptação e esse será provido pelos países industrializados e em desenvolvimento” – fez saber.

O evento promovido pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, em parceria com a Embaixada de França em Angola, realizou-se no âmbito da preparação da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), que a França vai acolher de 30 de Novembro a 11 de Dezembro deste ano. (portalangop.co.ao)

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