Director da CIA diz-se escandalizado com vazamento de e-mails

(AFP)
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O director da CIA, John Brennan, disse nesta terça-feira que está “escandalizado” e “preocupado” com a invasão de sua conta de email pessoal, que teve alguns conteúdos divulgados na internet pelo WikiLeaks.

Ele afirmou que em nenhum momento violou as suas obrigações relativas à segurança.

“Estou escandalizado”, disse o chefe da inteligência americana em uma conferência sobre segurança nacional em Washington.

“Certamente estou preocupado com o que as pessoas poderiam tentar fazer com esta informação”, acrescentou, criticando a forma como o tema foi abordado por alguns meios de comunicação.

Na semana passada, o site WikiLeaks começou a divulgar documentos da conta privada de Brennan na AOL poucos dias depois que um hacker adolescente informou ter conseguido aceder.

Os documentos divulgados até agora incluem recomendações políticas sobre a guerra no Afeganistão e no Paquistão, apresentada a um Comité de Inteligência do Senado e contactos de Brennan.

Faz-se referência, entre outros, a uma série de endereços de email e contas supostamente extraídas da conta do AOL de Brennan, transformadas em arquivos de texto. Parecem ser e-mails de académicos da política, do sector privado da Defesa e da inteligência, além de amigos, familiares e pelo menos um jornalista de destaque.

Embora o episódio seja vergonhoso, o vazamento desses documentos não expôs segredos de segurança nacional e Brennan parece ter deixado de usar a conta em 2008, quando voltou a se unir ao governo após um período na actividade privada.

São poucos os emails do governo, inclusive os de funcionários do Escritório do Secretário de Defesa, o Departamento de Segurança Interna e a Força Aérea dos Estados Unidos.

Brennan acusou nesta terça-feira a imprensa por sua “sede de tentar apresentar algo de forma mais atraente ou inflá-lo mais do que é”.

“O ângulo dos informes era que eu estava fazer algo mau ou inapropriado ou violando minha responsabilidade na área da segurança, o que certamente não foi o caso”, afirmou.

“Acho que foi inapropriado dar espaço à actividade criminosa e propagar informação”, acrescentou. Os funcionários do governo “também têm família e amigos, contas a pagar, coisas que fazer em nossa vida diária”.

Ao mesmo tempo, o director da CIA indicou que admite que o tipo de pirataria da qual foi alvo é reflexo de uma das realidades indesejadas da era da internet. (afp.com)

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