Dilma dá posse a novos ministros para garantir mais equilíbrio à coalização

(Roberto Stuckert Filho/PR)
(Roberto Stuckert Filho/PR)
(Roberto Stuckert Filho/PR)

Durante a cerimônia de posse dos novos ministros, nesta segunda-feira (5), no Palácio do Planalto, em Brasília, a Presidenta Dilma Rousseff disse que a nova equipe ministerial é uma das partes importantes da reforma administrativa anunciada pelo Governo na semana passada.

A reforma reduziu 8 dos 39 ministérios, dando mais poder ao PMDB, que agora passa de seis para sete o número de pastas, e diminuindo de 13 para 9 os ministérios do PT. O plano também apresenta a redução de 30 secretarias nacionais em todos os ministérios, a criação de um limite de gastos com telefonia, passagens aéreas e diárias, além do corte de 10% na remuneração dos ministros e da revisão de todos os contratos de aluguel e de prestação de serviços.

Com as medidas, o governo espera garantir a governabilidade, através de uma nova base de apoio partidário no Congresso, e assim evitar novas derrotas com a aprovação de pautas bombas.

Durante discurso Dilma afirmou que a nova composição do ministério vai dar mais equilíbrio à coalizão que a elegeu. “Por meio dessas ações nós buscamos atender a exigência justa e atual por um Estado mais eficiente, mais focado e mais capacitado para garantir a parcimônia em seus gastos. Queremos também garantir mais equilíbrio à coalizão que me elegeu e que deve governar comigo.”

A Presidenta explicou que rever continuamente a estrutura do Estado é um ato normal de governar, para que a cada momento a equipe esteja mais adequada às demandas da população. Desta forma, Dilma ressaltou a criação da  Comissão de Reforma do Estado, que será presidida pelo ministro Nelson Barbosa (Planejamento, Orçamento e Gestão) e integrada por Jaques Wagner (Casa Civil) e Joaquim Levy (Fazenda), além de convidar pessoas fora do Governo para participar. “Estamos criando a Comissão Permanente de Reforma do Estado, que partindo das recomendações da Câmara de Gestão e Competitividade, e se beneficiando das melhores experiências internacionais sobre o tema, irá trabalhar de forma sistemática para manter a estrutura do Estado sempre mais eficiente.”

Dilma Rousseff  chamou a atenção durante seu pronunciamento para o fato de todos quererem um Estado mais preparado para realizar o reequilíbrio fiscal, o que é necessário e imprescindível para a retomada do crescimento econômico.

A Presidenta reiterou que a economia do país vive um momento crítico, mas que o Governo está empenhado em  reequilibrar as contas públicas, reduzir a inflação e ampliar a confiança dos investidores na economia brasileira. “Estamos numa travessia necessária e desafiadora, que requer um intenso trabalho dos ministros e de todos os integrantes dos ministérios. Um intenso trabalho ministerial para conciliar o reequilíbrio fiscal e a manutenção dos programas e das políticas sociais.”

Mesmo com a redução de despesas e as dificuldades geradas pela crise econômica, a Presidenta falou sobre as metas alcançadas pelo Governo em 2015, como na área educacional, saúde, planos  de financiamento do agronegócio e da agricultura familiar, o lançamento da segunda etapa do Programa de Investimento e Logística, a criação do plano de expansão de energia elétrica, e a ampliação do plano de exportações.

Para os novos ministros, Dilma Rousseff deu como orientação que trabalhem ainda mais,  busquem fazer mais com menos recursos, e que trabalhem juntos em busca do reequilíbrio econômico do Brasil. “A principal orientação que dou aos novos ministros e aos ministros que continuam no Governo é: trabalhem ainda mais, com mais foco, com mais eficiência, buscando fazer mais, com menos recursos. Dialoguem muito e sempre, dialoguem com a sociedade, com os parlamentares, os partidos e os movimentos sociais. Trabalhem juntos, em cooperação, unidos, para o Brasil voltar a crescer logo, sem demora, preservando direitos e programas sociais, e fazendo o nosso reequilíbrio fiscal”

A Presidenta também ressaltou que o Governo vai continuar empenhado em investir nas Forças Armadas do país, no que diz respeito a tecnologia para garantir a segurança das fronteiras e da população. “O cuidado com as nossas fronteiras, a participação em grandes eventos, a garantia da lei e da ordem, bem como o apoio, o resgate e a proteção de nossa população frente a desastres naturais, tem sido algumas das diversas atividades  de nossas Forças Armadas nos últimos anos. Vamos cada vez mais fazer dos investimentos em equipamentos e tecnologia de defesa, elemento de fortalecimento e desenvolvimento de nossa indústria.”

Dilma chamou atenção, ainda que nova etapa de ciclo de desenvolvimento do Brasil deverá ter como base uma maior competitividade da nossa economia. “A nova etapa de nosso ciclo de desenvolvimento deverá estar assentada  na maior competitividade de nossa economia. O estímulo à geração de inovação, e a incorporação de novas tecnologias no processo produtivo é, por isso, um de nossos maiores desafios. Seja por meio da oferta de instrumentos adequados ao apoio a ação inovadora de empresas, seja por meio do aprofundamento da integração entre institutos de pesquisa, universidades e o setor empresarial. Este tripé é o tripé que leva à frente a ciência, a tecnologia, e a inovação.”

Ao final do discurso, a Presidenta, mesmo sem fazer referência aos opositores que defendem e pedem seu impeachment, pediu aos ministros que tenham foco e mais dedicação pois ainda há mais três anos de governo pela frente. “Asseguro a todas as brasileiras, a todos os brasileiros, que estamos movidos por um propósito único, de fazer o mais rápido possível a travessia para uma nova etapa de nosso desenvolvimento, baseado na geração de empregos e na geração de oportunidades  para todos os brasileiros e brasileiras. Encerro desejando boa sorte, e bom trabalho a todos os novos ministros, e aos ministros que permanecem. Recomento a todos muita dedicação, pois temos um Brasil para governar até 2018.”Os 10 ministros que assumiram nesta segunda-feira foram: Ricardo Berzoini (PT), na Secretaria de Governo; Miguel Rossetto (PT), no Ministério do Trabalho e Previdência Social; Nilma Lino Gomes, no Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos; Marcelo Castro (PMDB), no Ministério da Saúde; Aloizio Mercadante (PT), no Ministério da Educação; Jaques Wagner (PT), na Casa Civil; Aldo Rebelo (PCdoB), no Ministério da Defesa; Celso Pansera (PMDB), no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Helder Barbalho (PMDB), no Ministério dos Portos e André Figueiredo (PDT), no Ministério das Comunicações. (sputniknews.com)

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