Dentistas alemães dão assistência médica gratuita em Cabo Verde

Osias Fernandes (esq.) e Dr. Klaus Fackler (DW)
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Dentistas alemães da organização “Dentistas Sem Fronteiras” fazem tratamentos gratuitos às populações carenciadas na capital cabo-verdiana. A DW África foi ao dentista conhecer o projeto.

No centro de saúde de Ponta de Água, na Cidade da Praia, dez pessoas, jovens e adultos, estão à espera de serem atendidas. Não querem falar à imprensa, uns por vergonha e outros porque têm dor de dentes. Aguardam pela saída de dois pacientes que se encontram na sala de consultas.

Os três dentistas e dois assistentes (todos da Alemanha), apoiados por dois dentistas cabo-verdianos, não têm mãos a medir. Diariamente atendem uma média de 25 pessoas.

Osias Fernandes (esq.) e Dr. Klaus Fackler  (DW)
Osias Fernandes (esq.) e Dr. Klaus Fackler (DW)

“Esta equipa pertence à organização caritativa ‘Dentistas sem Fronteiras’. Nas próximas semanas e meses, iremos enviar regularmente equipas de dentistas para apoiar e ajudar os colegas cabo-verdianos na solução dos problemas dentários nestas ilhas”, diz o chefe da equipa, o Dr. Klaus Fackler, entre consultas. A entrevista é curta. Facker tem de atender o próximo paciente.

Neste centro de saúde, as consultas dentárias são gratuitas. Fazem-se aqui limpezas, restaurações, extrações dentárias e tratamento de canal dentário.

O projeto tem como público-alvo pessoas carenciadas, nomeadamente, crianças, jovens e adultos até 35 anos de idade, idosos, diabéticos, hipertensos e grávidas.

Procura maior que oferta

“Infelizmente, não podemos atender todos ao mesmo tempo. Mas estamos a fazer um esforço para atender o máximo de pessoal que pudermos”, diz Osias Fernandes, coordenador do Programa cabo-verdiano de Saúde Oral, que acompanha a equipa alemã. “A nossa intenção é colocar mais pessoas. Quanto mais pacientes pudermos atender, melhor para a população de Cabo Verde.”

O projeto dura cinco anos.

“Em princípio, a equipa vai ficar connosco cá na Ilha de Santiago por dois anos. Nos restantes três anos, os dentistas vão percorrer o território nacional”, explica Fernandes.

“Quanto o protocolo foi assinado, a organização alemã deslocou-se à China e comprou quatros consultórios móveis, que trouxe para cá com todo o material necessário para atender os pacientes. No final, a intenção é doar esse material ao Ministério da Saúde.” (dw.de)

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