Cuanza Norte: Governador defende reforço da relação Polícia e cidadão

Governador do Cuanza Norte, Henrique André Junior (ANGOP)
Governador do Cuanza Norte, Henrique André Junior (ANGOP)
Governador do Cuanza Norte, Henrique André Junior (ANGOP)

O governador do Cuanza Norte, Henrique André Júnior, defendeu terça-feira, em Ndalatando, o reforço da relação polícia/cidadão, no quadro do policiamento de proximidade, visando garantir maior segurança e tranquilidade públicas.

Henrique André Júnior, que falava no acto de juramento de bandeira de 421 novos efectivos da Policia Nacional que vão reforçar o comando provincial do Cuanza Norte, ocorrido no centro de instrução policial comandate Nzaji, advogou ser imperioso a interacção entre efectivos da corporação e o cidadão, para que haja mais estabilidade e sossego nas diversas localidades da província.

O governante referiu que o efectivo da polícia deve estar cada vez mais próximo do cidadão porque está para servir os interesses da população no que concerne à segurança pública, tendo pedido o apoio das comunidades na denúncia de práticas e actos delituosos.

Lembrou que o policiamento de proximidade enquanto parte das acções estratégicas da cooperação visa desencorajar toda aquela acção atentatória à ordem e à tranquilidade pública.

Acrescentou que mais do que estarem munidos de meios letais, o povo espera uma polícia armada com uma boa e sólida formação moral, ética, deontologia e profissional.

Referiu que a violência e o aumento da criminalidade que atinge a população afecta também o policial que, enquanto agente de autoridade, é, antes de mais, um cidadão que vive na comunidade e que para manter a ordem precisa da participação dos moradores.

Por seu turno, o segundo comandante-geral da Policia Nacional, comissario-chefe Paulo Gaspar de Almeida, que orientou o acto, apelou a população a colaborar com a corporação na denúncia de actos criminosos.

De acordo com o comissario-chefe, a intenção da polícia é procurar encontrar em conjunto soluções viáveis visando o esclarecimentos de actos criminais, de forma pacífica junto das comunidades.

Paulo de Almeida destacou a importância da colaboração da população na denúncia dos actos criminosos e dos seus autores, afirmando que a policia não tem o poder omnipotente, com capacidade de resolver todas as questões de ordem publica por si só.

Referiu que para que o trabalho da corporação seja eficiente é fundamental a colaboração da população, bastando, para tal, uma simples informação, denúncia, observação e controlo do próximo, factores que podem contribuir para prevenir e neutralizar uma ação criminal.

Participaram no 1º curso básico de policias, com a duração de nove meses, 421 instruendos, 143 dos quais do sexo feminino.

Durante o período formativo desenvolvido simultaneamente em duas etapas, teoria e prática, os efectivos tiveram uma preparação básica policial, baseada em matérias relacionadas com armamento e tiro, ordem unida, normas, continências e honras militares bem como defesa pessoal.

Os formandos receberam ainda aulas de técnicas e tácticas policiais, táctica de força, ética e deontologia profissional, reeducação penal, preparação física e controlo penal, noções de socorrismo, noções de telecomunicações e noções de criminalística, entre outras matérias.

O curso visou reforçar a capacidade operativa nas acções de vigilância, controlo e protecção das fronteiras terrestres e marítima nacional.

Durante a formação profissional, foram ainda leccionadas temas sobre noções de engenharia militar, topografia militar, trabalho operativo secreto, táctica de intervenção policial, ética e deontologia policial, lei dos crimes militares e regulamento disciplinar da Polícia Nacional. (portalangop.co.ao)

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