Crescimento angolano abaixo da média subsariana em três anos consecutivos

FMI (DR)
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) reafirmou as projecções de crescimento da economia angolana em 3,5% em 2015 e 2016, abaixo da média da África subsariana, que deverá crescer 3,8% este ano e 4,3% no próximo.

A confirmarem-se as previsões da instituição sediada em Washington, são três anos consecutivos em que Angola apanha poeira dos seus vizinhos. Em 2014, a economia angolana terá crescido 4,8%, contra 5% da África subsariana.

Em 2015, Angola deverá situar-se na segunda metade do ranking de crescimento da região, em 25.º lugar, a par de Cabo Verde, Gabão, Gana e Seychelles, numa lista comandada pela Etiópia, com 8,7%, e fechada pela Serra Leoa, que vai registar uma contracção de 23,2% do seu produto interno bruto (PIB).

Comparando com as duas maiores economias da região, Angola fará pior do que a Nigéria, que deverá crescer 4% este ano e acelerar para 4,3% no próximo, mas melhor do que a África do Sul, com taxas de crescimento de 1,4% e 1,3%, respectivamente. Como é unânime entre os analistas, a culpa desaceleração da economia angolana é da queda do preço do petróleo.

Segundo o FMI, depois de se ter situado em 96,25 USD, em 2014, o barril de petróleo – média do Brent, Texas e Dubai – não deverá ultrapassar 51,62 USD este ano e os 50,36 USD no próximo. A queda do ouro negro está relacionada com o aumento da oferta, agravado pela desaceleração da economia mundial, em particular da China, principal destino do petróleo angolano.

As previsões do FMI para economia mundial para os próximos dois anos foram cortadas em 0,2 pontos percentuais (p.p.), para 3,3%, em 2015, e para 3,6%, em 2016. A China deverá desacelerar de um crescimento na casa dos 7% nos últimos três anos para 6,8%, em 2015, e 6,3%, em 2016.

Se o ritmo de crescimento da economia angolana vai abrandar, com o custo de vida sucede o contrário. Depois de ter encerrado nos 7,3% em 2014, a taxa de inflação mais baixa desde que há registos no País, o ritmo de crescimento dos preços deverá acelerar para 10,3% este ano e 14,3% no próximo. Relativamente a este ano, as projecções do Fundo já devem estar ultrapassadas pela realidade.

Já que a inflação homóloga se fixou nos 11% em Agosto. Angola tem a segunda taxa de inflação mais elevada da África subsariana, atrás do Gana, com 15,3%, e marginalmente melhor do que Etiópia, com 10%. (expansao.co.ao)

por Carlos Rosado de Carvalho

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