Costa pede resultado que não dê razões a PR para recusar Governo PS

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O secretário-geral do PS visou hoje indiretamente o Presidente da República, pedindo aos eleitores um resultado “absolutamente inequívoco” para não dar pretextos a ninguém para se recusar a nomear um Governo socialista na segunda-feira.

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António Costa deixou este aviso na parte final da sua intervenção no almoço em Gaia, em que pediu aos simpatizantes e militantes socialistas para que convençam “um a um aqueles que ainda estão indecisos”.

“Convençamos até, um a um, aqueles que estão propensos a votar em outras forças políticas, mas não nos podemos deixar de bater por cada voto. Desta vez cada voto vai ser mesmo absolutamente essencial para garantir um resultado absolutamente inequívoco – uma maioria absoluta que não dê pretextos a ninguém para não nomear na segunda-feira um novo Governo do PS para governar Portugal nos próximos quatro anos”, declarou.

No almoço de Gaia, entre outros artistas e docentes do Ensino Superior, estiveram presentes figuras da região do Porto como Braga da Cruz (presidente da Fundação Serralves), Fernando Aguiar-Branco (pai do ministro da Defesa e militante histórico do PSD), Paulo Cunha e Silva (vereador da Câmara do Porto), o arquiteto Nuno Portas (pai do vice-primeiro-ministro), Laranja Pontes (diretor do Instituto Português de Oncologia), Raquel Seruca (investigadora).

Na sua intervenção, António Costa traçou também a sua principal diferença face aos programas do Bloco de Esquerda e do PS, dirigindo-se ao grupo de cidadãos que entende que só é possível mudar de política se Portugal sair da zona euro.

“Não nos podemos aventurar, porque a participação no euro é mesmo a melhor garantia que os poucos rendimentos que os portugueses ainda têm não sofrerão uma desvalorização ainda maior daquela resultaria se, de um dia para o outro, tivéssemos o escudo”, disse.

António Costa sustentou que uma mudança de política é possível sem romper com a zona euro, embora defenda que as regras da zona euro devem mudar “como estão a mudar desde há anos e meio”.

“Há duas coisas que espero que todos tenham aprendido nos últimos meses: Ninguém muda a Europa em confrontação, porque a Europa muda-se em negociação; para que uma negociação tenha sucesso é necessário construir-se alianças”, acrescentou. (noticiasaominuto.com)

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