Costa do Marfim à espera dos resultados das presidenciais

(REUTERS/ Thierry Gouegnon)
(REUTERS/ Thierry Gouegnon)
(REUTERS/ Thierry Gouegnon)

Cinco anos após a crise pós-eleitoral de 2010 que fez 3.000 mortos, a Costa do Marfim aguarda os resultados das eleições presidenciais deste domingo. O escrutínio aconteceu sem incidentes e o presidente cessante Alassane Ouattara é o grande favorito.

As eleições presidenciais na Costa do Marfim, este domingo, decorreram sem incidentes e a contagem dos votos começou ao final da noite, após o fecho das urnas.

Milhares de soldados e polícias foram mobilizados pelo país para conter o risco das violências eleitorais.

O presidente cessante, Alassane Ouattara, era dado como o grande favorito das presidenciais, as primeiras desde a guerra civil que fez mais de 3.000 mortos. Aos olhos da opinião pública, Ouattara está associado à retoma da economia marfinense. A Costa do Marfim é o primeiro produtor de cacau a nível mundial e um “peso pesado” económico da região.

O escrutínio ficou ainda marcado pelo apelo ao boicote lançado pela Frente Popular Marfinense do antigo presidente Laurent Gbagbo. Três outros candidatos juntaram-se ao apelo, incluindo o antigo Primeiro-Ministro Charles Konan Banny. Os seus adversários denunciam “uma farsa eleitoral” e a dissolução da Comissão Eleitoral Independente que consideram favorável ao presidente cessante.

Alassane Ouattara comprometeu-se a respeitar o limite de dois mandatos e a retirar-se em 2020 se for reeleito, numa altura em que dirigentes de vários países de África alteraram a Constituição para se manterem mais tempo à frente dos destinos dos seus países.

O principal adversário de Ouattara é Pascal Affi N’Guessan, presidente da Frente Popular Marfinense.

Em 2010, a recusa de Laurent Gbagbo em aceitar a vitória de Alassane Ouattara provocou uma guerra que causou 3.000 mortos. Gbagbo aguarda o julgamento no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. (rfi.fr)

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