Conferência internacional sobre segurança marítima e energética arranca nesta quinta-feira

(Foto: Angop)
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A Conferência Internacional sobre Segurança Marítima e Energética (CISME) inicia nesta quinta-feira, em Luanda, numa iniciativa de Angola, Estados Unidos de América e da Itália, tendo como objectivo a coordenação de estratégias e partilha de informações para tornar os mares mais seguros para o desenvolvimento da actividade económica.

Delegações de vários países continuam a chegar a Luanda para participar no evento, que deverá contar com representantes de 54 países de África, Europa, América e Ásia e de várias organizações regionais e internacionais ligadas a segurança marítima e a exploração pesqueira e energética.

O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou na terça-feira em conferência de imprensa que o evento é oportuno para Angola, que tem um espaço marítimo considerável para a pesca e exploração petrolífera.

Disse que a questão da segurança marítima se torna igualmente importante para a região do Golfo da Guiné, onde já tem havido algumas acções que afectam a economia marítima, ligadas à segurança, ao fenómeno da pirataria, poluição marítima, a pesca ilegal, violação de fronteiras marítimas e a imigração ilegal.

Georges Chikoti defendeu o alargamento da região do Golfo da Guiné a todo o corredor da costa ocidental do Oceano Atlântico, desde o sul de Angola ao norte da Guiné-Bissau, visando melhorar a coordenação entre os diversos Estados que partilham o Atlântico.

A nível regional tem como propósitos, examinar e recomendar passos importantes para desenvolver a capacidade e uma implementação holística das estratégias de segurança marítima africana.

No plano internacional o evento tem como perspectiva Identificar lacunas no apoio e coordenação de doadores internacionais ainda não reconhecidas ou enquadradas nas plataformas regionais e priorizar as áreas mais importantes e produtivas para o devido tratamento.

Ao nível nacional se propõe a encorajar a troca de informações entre os diversos sectores que concorrem para garantir a segurança marítima e energética, adopção de programas de desenvolvimento, responder a situações de emergência, e reforçar os mecanismos de segurança costeira e portuária.

No quadro regional e internacional visa congregar os países africanos nas questões de segurança marítima e energética, e estabelecer bases de cooperação e identificar as lacunas na coordenação com doadores internacionais.

Espera-se que a conferência que encerra na sexta-feira pelo estabelecimento de acordos multilaterais que permitam a realização de operações conjuntas nos domínios da segurança marítima e energética, respeitando o direito internacional do mar e a soberania dos Estados.

Para a conferência estão agendados temas como “ameaças, oportunidades, vulnerabilidades e capacidades marítimas globais e continentais” e “estratégias regionais de segurança marítima”.

Os participantes deverão adoptar uma “declaração de Luanda sobre segurança marítima e energética”. (portalangop.co.ao)

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