Concurso internacional de café vai mostrar qualidade do produto nacional

(saopauloglobal.sp.gov.br)
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Estado de São Paulo sedia o Cup of Excellence – Brazil Naturals 2015

O Estado de São Paulo será sede do concurso internacional de qualidade do café natural Cup of Excellence – Brazil Naturals 2015, que selecionará os melhores grãos produzidos no País na safra deste ano e serve de vitrine da produção brasileira para o mundo. No dia 7 de dezembro, na cidade de Franca, um júri nacional composto por especialistas em café escolherá os vencedores da edição do evento, realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) com o objetivo principal de mostrar ao mercado internacional que o Brasil produz grãos de alta qualidade.

As amostras para a competição, divididas em sacas de dois quilos e meio, devem ser encaminhadas à BSCA, em Varginha, Minas Gerais, até o dia 26 de outubro para serem inscritas, gratuitamente. A etapa internacional será realizada entre os dias 7 e 11 de dezembro. O leilão dos grãos vencedores será no dia 2 de fevereiro de 2016, com pagamento realizado no dia 4 do mesmo mês.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, lembrou que “a produção cafeeira em nosso Estado é referência nacional e contribui fortemente com a balança comercial do agronegócio paulista. Os cafeicultores têm todo o apoio da administração do governador Geraldo Alckmin por meio de nossa Secretaria para buscar a excelência em sua produção”.

Celso Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA) especialista em café, lembrou que “toda a Secretaria, tudo no Estado de São Paulo que se tem hoje um dia teve um pé na cafeicultura”. Para ele, existe um laço histórico do desenvolvimento do Estado de São Paulo com a cafeicultura, e isso não pode ser menosprezado de forma alguma.

De acordo com o pesquisador, embora São Paulo não seja líder nacional na produção, ainda tem a liderança em termos do agronegócio do café. “Aqui está o maior número de torrefadoras, o maior porto exportador (Santos) e o maior consumo brasileiro da bebida”, apontou, completando ainda que São Paulo enquanto agronegócio do café é onde se gera riqueza e continua se gerando a maior parte da riqueza dessa cadeia produtiva, embora a produção já não esteja tão concentrada no Estado. O território paulista é líder em levar o café brasileiro para o mundo e desenvolver conhecimentos para melhorar cada vez mais a qualidade da bebida.

Celso Vegro destacou que as pesquisas desenvolvidas pela Secretaria por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), que congrega os institutos, têm alavancado a cafeicultura paulista de forma significativa em termos de novas variedades, novas técnicas de manejo, novas formas de colher e preparara a bebida e sobretudo inovações comerciais. Além da subvenção criada pela Secretaria para oferecer seguro de preço aos cafeicultores. “Todo um desenho de políticas públicas amplamente favorável ao desenvolvimento sustentável economicamente, socialmente e ambientalmente da cafeicultura”, finalizou.

Concorrido

Diretora executiva da Associação, Vanusia Nogueira explicou que qualquer cafeicultor brasileiro que cultive a variedade arábica pode participar do concurso, levando não apenas o título caso vença, mas também agregando valor à produção e alcançando ótimos preços de comercialização em nível mundial. O Cup of Excellence (xícara de excelência, em português) de 2014 bateu recorde no mercado ao comercializar por US$ 1.300 a saca do vencedor da edição.

A expectativa para este ano é que a qualidade seja maior ainda, já que o clima brasileiro ajuda na obtenção de um melhor resultado. Isso porque, como explicou Vanusia, a secagem do grão em um clima não muito úmido impede que o café mofe. Listando a Etiópia como outro dos raros locais do planeta onde isso ocorre, a diretora ressaltou que “no resto do mundo há essa dificuldade para fazer a secagem do café natural porque os países produtores têm safra em período úmido, com alta umidade relativa do ar”.

Outro ponto destacado por ela como enriquecedor do concurso é a diversificação das amostras, oriundas não apenas de Estados tradicionais na produção como São Paulo e Minas Gerais, mas também de Bahia, Espírito Santo e Paraná. “E esta série de outros concursos que vem sendo realizada no Brasil está deixando os participantes cada vez mais profissionais”, completou Vanusia.

Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores: 45,3 milhões de sacas de 60 quilos em 2014, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mais informações sobre o concurso estão no site www.bsca.com.br. (saopauloglobal.sp.gov.br)

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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