Comunidade Internacional “cansada” de esperar pela Guiné-Bissau

Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP (Liliana Henriques)
Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP (Liliana Henriques)
Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP
(Liliana Henriques)

O antigo primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, avistou-se hoje com o corpo diplomático em Bissau enquanto o chefe de Estado José Mário Vaz, recebia organizações da sociedade civil. E isto em pleno impasse relativamente à tomada de posse do novo governo .

A situação de impasse político na Guiné-Bissau parece estar a cansar a Comunidade Internacional. Depois de vários apelos para o diálogo, o representante da União Africana em Bissau, Ovídeo Pequeno, disse que aqueles que estão a colocar em causa os interesses do povo guineense devem ser responsabilizados.

“Há que assacar responsabilidades a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, não estejam a trabalhar nos interesses supremos deste povo”.

Por outro lado, o PAIGC acusou hoje o Presidente da República de tentar subverter a Constituição do país, que prevê que o primeiro-ministro proponha a equipa de Governo e que o chefe de Estado lhe dê posse. O primeiro-ministro, Carlos Correia, entregou na sexta-feira ao Presidente, José Mário Vaz, a proposta de Governo, e disse que gostaria de ver o assunto resolvido no próprio dia. Mas a Presidência reagiu em comunicado, lamentando as declarações e referindo que também tem uma palavra a dizer.

Sociedade civil denuncia tentativa de detenção

Entretanto uma plataforma de organizações da sociedade civil criada para observar a crise politica na Guiné-Bissau, denunciou uma alegada tentativa de detenção do ex-primeiro-ministro do país, Domingos Simões Pereira, como referiu Ufé Vieira, membro da Aliança Nacional para Paz e Democracia, à agência de notícias Lusa.

“Uma das preocupações que temos são últimas informações que nos estão a chegar de tentativas de prisões arbitrárias que querem fazer, sobretudo à pessoa do presidente do partido do PAIGC. À qual entendemos que são questões que devem ser seguidas pela sociedade civil, no sentido de poder não aceitar situações como estas voltem a acontecer de novo na Guiné-Bissau. Mas como disse o presidente do PAIGC são informações que lhe chegam por terceiros”.

Há quase dois meses que a Guiné-Bissau está sem governo, uma situação que está a por em causa a estabilidade política e económica do país. O presidente e o PAIGC não se entendem e são já vários os membros da sociedade civil a defende a presença de mediadores – CEDEAO, União Africana e outros blocos internacionais-como disse à RFI o politólogo e investigador associado Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas da Guiné-Bissau. (rfi.fr)

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