CM: Escutas telefónicas atribuem milhões a José Sócrates

(Negocios)
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A mulher de Carlos Santos Silva confessou ao telefone que o dinheiro era de José Sócrates e que o marido seria apenas um “pau mandado”. As escutas apanharam as conversas, revela o Correio da Manhã.

Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, tinha o telefone sob escuta quando numa conversa com Fernanda Câncio, ex-namorada de José Sócrates, lhe confessou que o dinheiro administrado pelo seu marido era, afinal, de José Sócrates. A notícia vem na edição desta quarta-feira do Correio da Manhã, que relata o teor das escutas.

Durante o telefonema, Inês do Rosário adianta que João Perna era o pombo-correio, e que Santos Silva usava a conta do motorista para transferir dinheiro para Sócrates. As verbas serviam, entre outras coisas, para suportar os gastos do ex-primeiro ministro com as mulheres.

Numa outra conversa telefónica, a mulher do amigo de Sócrates conta a uma amiga que o dinheiro era todo de Sócrates, mas que ele era tão engenhoso que não tinha nada em seu nome. Inês do Rosário descreve Sócrates como “todo-poderoso” e “arrogante”, a quem o marido fazia todas as vontades. O marido, Carlos Santos Silva, era “boa pessoa”, mas “um pau mandado”.

O Correio da Manhã diz ainda que após a detenção de Sócrates, Inês do Rosário trocou vários telefonemas com Fernanda Câncio, onde também falam do livro, que só terá sido um sucesso porque os amigos compraram milhares de exemplares. Para a mulher de Santos Silva, José Sócrates é culpado de se ter deixado apanhar: ao levar uma vida luxuosa, acabou por entregar todos os trunfos à investigação.  (jornaldenegocios.pt)

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