Cimeira: Índia capaz de apoiar economias de África, afirma vice-presidente de Angola

Manuel Domingos Vicente - Vice-Presidente da República ( Foto: Francisco Miúdo/Arquivo)
Manuel Domingos Vicente - Vice-Presidente da República ( Foto: Francisco Miúdo/Arquivo)
Manuel Domingos Vicente – Vice-Presidente da República ( Foto: Francisco Miúdo/Arquivo)

O Vice-Presidente de Angola, Manuel Domingos Vicente, afirmou hoje que com as suas potencialidades agrícolas, industriais e tecnológicas, a Índia é capaz de apoiar o crescimento e o desenvolvimento das economias de África.

Manuel Vicente, que representa Angola na III Cimeira Índia-África, em Nova Deli, fez notar no seu discurso que os países africanos contam com os maiores recursos, que são os humanos e os naturais, e em abundância, mas carecem de know-how e tecnologia para o progresso.

Referiu que as potencialidades da Índia e os imensos recursos naturais de África, certamente trarão benefícios aos respectivos povos, pelo que o Executivo angolano exprime o seu acordo à declaração e quadro de cooperação estratégica, virada às reais necessidades de crescimento e desenvolvimento sustentável das economias africana e indiana.

A Índia possui uma das economias mais desenvolvidas da Ásia, que integra o conjunto das economias emergentes, com um crescimento anual próximo dos 5,8 porcento e que em 2011 foi classificada como sendo a quarta maior economia do mundo, depois dos EUA, Alemanha e China, realçou o responsável angolano.

O vice-presidente assinalou que o lema escolhido para a cimeira (Parceiros no progresso: no caminho para uma agenda de desenvolvimento dinâmica e transformadora) constitui um repto para as economias africanas, no concernente à erradicação da fome e da pobreza e o combate às endemias.

De acordo com Manuel Vicente, estes são flagelos que estão no centro da Agenda 2063 da União Africana e do respectivo Plano de Implementação Decenal, bem como nos objectivos de Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável dos países.

Salientou que o Governo angolano está profundamente engajado na implementação desta visão, razão pela qual está a executar um Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), concebido para o período 2013-2017, onde a diversificação da economia é o seu componente mais forte.

O vice-presidente da República frisou que o principal objectivo é fazer com que nos próximos tempos a economia angolana deixe de depender apenas de um único recurso que é o petróleo.

“O programa Nacional de Desenvolvimento prevê, entre outras medidas, a potenciação e o desenvolvimento do sector produtivo, com destaque para a agricultura, as pescas, a energia e águas, a indústria ligeira, a indústria extrativa, o turismo e a permanente formação de quadros para adequá-los às novas tecnologias”, declarou

Manuel Vicente afirmou que, ao mesmo tempo, o PND procede à reorganização da administração tributária para uma mais eficiente arrecadação de receita e também à modernização e desburocratização do ambiente de negócios.

No seu discurso, o vice-presidente mencionou que este é terceiro Fórum África-Índia, no entanto, o primeiro em que Angola participa, por força do formato adoptado nas edições anteriores.

“Angola saúda o novo modelo de participação e atribui uma grande importância a esta cimeira, por se ter transformado num mecanismo de diálogo e espaço de concertação política e de cooperação económica entre os países africanos e a Índia, cuja relação data desde a luta pelas independências políticas africanas”, sustentou.

Para o vice-presidente de Angola, a este factor acrescem-se os ideais universais como a paz, a democracia, a liberdade e os direitos humanos conjuntamente defendidos pelos países africanos e a Índia.

Manuel Vicente realçou que este novo formato vai permitir que todos os países possam, em pé de igualdade, dar o seu contributo à concepção de um quadro estratégico de cooperação, que defina os sectores prioritários no âmbito desta parceria.

Neste prisma enquadrou a paz e a segurança, a agricultura, a indústria e o comércio, as pescas, a saúde, as telecomunicações e as tecnologias de informação, a comunicação, o ensino superior, a educação e a formação profissional.

Quanto à cimeira, formulou votos de que esta cumpra com o seu objectivo, que é o de relançar a parceria estratégica entre a África e a Índia, existente desde 2008, para patamares mais elevados, introduzindo mecanismos que a tornem mais dinâmica e mutuamente vantajosa. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA