CASA-CE prepara II Congresso Ordinário

CASA-CE Manuel Fernandes (D.R)

A CASA-CE inicia no próximo mês a elaboração do regulamento sobre as conferências municipais e provinciais, bem como o regulamento eleitoral, tendo em vista o seu II Congresso Ordinário, nos dias 10 a 12 de Maio de 2016, em Luanda.

CASA-CE Manuel Fernandes (D.R)
CASA-CE Manuel Fernandes (D.R)

Manuel Fernandes, coordenador da comissão organizadora do Congresso, informou ontem, em conferência de imprensa, que a elaboração dos regulamentos se estende até Dezembro, enquanto em Janeiro e Fevereiro se realizam as conferências municipais. Da segunda quinzena de Fevereiro a Março decorrem as conferências provinciais, enquanto que os aspirantes à presidência da CASA-CE devem apresentar as suas candidaturas no período entre 1 e 10 de Abril.

Manuel Fernandes, que é igualmente vice-presidente e deputado da coligação, sublinhou que, até ao momento, ainda nenhum militante fez um pronunciamento sobre a sua intenção de concorrer ao cadeirão da coligação, mas assegurou que o actual presidente, Abel Chivukuvuku, vai recandidatar-se.

“Pensamos que, enquanto dirigente e militante, é legítimo ele decidir sobre a candidatura à sua própria sucessão. Podemos mesmo afirmar que ele será candidato à presidente da CASA-CE no próximo congresso”. De acordo com o cronograma de actividades para o Congresso, a Comissão Eleitoral tem os dias 11 e 16 de Abril para fazer o apuramento das candidaturas e entre 30 de Abril e cinco de Maio os candidatos à presidência da CASA-CE devem fazer a apresentação pública das suas linhas de acção.

Transformação em partido

Além da eleição do presidente, vice-presidentes e dos membros para o Conselho Deliberativo Nacional, o Congresso da CASA-CE deve  alterar os documentos reitores,  como os estatutos e o programa, traçar a estratégia eleitoral e deliberar sobre a transformação da coligação em partido político. Manuel Fernandes deixou claro que a designação “CASA” deve manter-se, retirando-se apenas a expressão “CE” (Coligação Eleitoral).

“Temos essa vontade de evoluir para partido político. Se na altura da criação  o problema foi apenas a necessidade de aumentar o ‘CE’ a ‘CASA’, também podemos chegar a consenso para acrescentarmos o prefixo ‘P’ à designação ‘CASA’, que significava, por exemplo, Partido Convergência Ampla de Salvação de Angola.

Não há problema quanto a isso. O importante é fazermos tudo para salvaguardarmos as conquistas já alcançadas, sendo a sigla uma delas”, esclareceu o político, quando questionado sobre se não são de esperar os mesmos problemas enfrentados em 2012,  quando do surgimento da coligação.

O II Congresso Ordinário da CASA-CE tem a participação de 800 delegados em representação das 18 províncias do país e da diáspora. São delegados os membros do Conselho Deliberativo Nacional cessantes, membros eleitos nas conferências municipais e provinciais, bem como os representantes da coligação junto das comunidades de angolanos no exterior e convidados. A CASA-CE é   a terceira maior força política na Assembleia Nacional, onde ocupa oito dos 220 assentos. (jornaladeangola.ao)

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