Canadá: Delegação angolana participou na Conferência sobre Urbanização Sustentável

Cidade de Luanda na área do Talatona (Foto: Pedro Parente)
Cidade de Luanda na área do Talatona (Foto: Pedro Parente)
Cidade de Luanda na área do Talatona (Foto: Pedro Parente)

Angola participou de 24 a 25 deste mês, na capital canadiana, na Conferência Internacional sobre Urbanismo Sustentável na China e em África, organizada pela Agência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), em parceria com a Universidade de Ottawa.

Durante dois dias, mais de 100 individualidades, entre académicos, representantes governamentais e profissionais ligados a 64 instituições e 18 países debateram questões ligadas a projectos de urbanização implementados na China e em África numa perspectiva internacional e canadiana.

O objectivo principal da delegação angolana foi a divulgação da estratégia de urbanização harmoniosa das suas cidades, conforme traçado no Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, aprovado pelo Executivo angolano em 2008 e que previa a construção de um milhão de casas.

Segundo o director nacional do urbanismo e habitação, do Ministério do Urbanismo e Habitação, Adriano da Silva, foi destacada a parceria público-privada que o Estado angolano estabeleceu com algumas empresas, nomeadamente a Kora-Angola e a Sonip, agora substituída pela Imogestin, na prossecução deste ambicioso projecto de urbanismo que permitiu, até ao momento, a construção de 80 mil habitações.

Adriano da Silva, que falava segunda-feira, após a conclusão dos trabalhos, salientou ter-se apresentado evidências palpáveis, com base em dados e imagens de vídeos, que mostram a materialização deste programa que já permitiu a criação de várias centralidades em todo país, no âmbito da parceria estabelecida com a China.

Afirmou que os vídeos apresentados, com entrevistas efectuadas a alguns moradores e que estão legendadas em inglês, mostram a satisfação das pessoas que habitam nas residências das diversas centralidades construídas em Luanda, Uíge, Benguela, Kwanza Sul, Bié e Moxico.

“Passamos a mensagem que o país está no bom caminho, rumo ao desenvolvimento urbanístico sustentável e mitigamos a imagem que se propalou, durante algum tempo, de se estar a criar cidades fantasmas”, sublinhou.

Ao referir-se ao tema da conferência, Adriano da Silva explicou que visou analisar a contribuição que a China tem prestado na urbanização do continente africano devido ao facto dos seus resultados serem bastantes visíveis.

Segundo a organização, este colóquio, que decorreu nas instalações da Universidade de Ottawa, é um dos vários eventos que antecede a realização do Habitat III, a conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, a ter lugar em Outubro de 2016, em Quito, Equador.

Visou explorar igualmente os desafios urbanísticos enfrentados pela China e pelos Estados africanos, bem como as questões complexas que envolvem o investimento chinês no desenvolvimento urbano de África em comparação com a experiência urbanística canadiana.

O Canadá pretende implementar uma mudança na sua abordagem com vista ao desenvolvimento e urbanização dos países africanos, daí interessar-lhe examinar o compromisso que a China mantém com os Estados africanos que a têm como um substituto viável para a redução do envolvimento ocidental.

Foram debatidos diversos temas, entre os quais o envolvimento da China e do Canadá em África, estratégias de planeamento urbano em África, urbanização e desenvolvimento metropolitano, paradigmas divergentes no envolvimento da China e do Canadá em África, urbanização e desenvolvimento rural, novas tendências na rápida urbanização de África, urbanização e cidades inteligentes, experiência urbana canadiana, entre outros.

A conferência foi antecedida por um cocktail oferecido pelas Missões Diplomáticas de Angola, Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Egipto, Nigéria, Tunísia, Zimbabué onde os países organizadores puderam expor a sua culinária, brochuras informativas, quadros e esculturas.

Angola fez-se representar por técnicos do Ministério do Urbanismo e Habitação. (portalangop.co.ao)

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