Burundi: UE adopta sanções contra quatro indivíduos “comprometem a democracia”

BANDEIRA DO BURUNDI

Bruxelas – A União Europeia adoptou quinta-feira sanções contra quatro indivíduos “cujas acções minam a democracia ou dificultam a busca de uma solução política para a actual crise no Burundi”, segundo um comunicado.

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A UE adoptou “restrições em matéria deslocação e congelamento de bens em relação a” estes quatro indivíduos, que não são nomeadas no texto.

Ela especifica que essas pessoas estão envolvidas em “actos de violência, repressão, ou incitação à violência, incluindo actos que constituem graves violações dos direitos humanos”.

As sanções com detalhes a serem publicados hoje (sexta-feira) no Jornal Oficial da UE na
, de acordo com o comunicado.

Fontes diplomáticas disseram terça-feira à AFP que a UE vai adoptar quinta-feira sanções contra quatro parentes do presidente burundês, Pierre Nkurunziza, cujo terceiro mandato contestado levou o país a uma espiral de violência.

As quatro figuras são “altos funcionários que lidam com cargos importantes em matéria de segurança”, explicou uma fonte diplomática.

O Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, não está entre as quatro pessoas mencionadas porque “os europeus querem dar uma oportunidade para o diálogo” com ele, precisou um diplomata em Bruxelas.

A candidatura no final de Abril deste ano do Presidente Nkurunziza a um terceiro mandato mergulhou o  Burundi numa grave crise, marcada por manifestações reprimidas e sangrenta, e uma tentativa frustrada de golpe militar.

Os principais responsáveis da oposição e da sociedade civil burundesa consideram este terceiro mandato contrário a Constituição e ao Acordo de Arusha, que terminou a guerra civil no Burundi, que fez 300 mil mortos entre 1993 e 2006.

A oposição boicotou a eleição que reconduziu Pierre Nkurunziza ao poder a 21 de Julho, durante uma presidencial considerada não credível a nível
internacional. (portalangop.co.ao)

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