Autoridades das Ingombotas aconselham banhistas evitar praias da Ilha devido as calemas

Calemas na Ilha de Luanda (Foto: António Escrivão)
Calemas na Ilha de Luanda (Foto: António Escrivão)
Calemas na Ilha de Luanda (Foto: António Escrivão)

As autoridades administrativas do Distrito das Ingombotas aconselharam hoje, segunda-feira, os citadinos a evitarem as praias da ilha do Cabo, em Luanda, nos próximos dias, devido as fortes calemas que voltaram a registar-se na região a cerca de uma semana.

Segundo o administrador distrital, Lobato Neto, as pessoas devem evitar estar próximo da beira- mar, até para apanhar sol, porquanto registam-se fortes ondas, desde o passado fim-de-semana, que podem atingir alturas muito elevadas a qualquer hora.

Quanto aos armadores de pesca de pequenas embarcações, apelou a fazerem-se ao mar com cautela, tendo recordado a morte de três profissionais desta área, nas últimas calemas registadas, em Setembro, situação que chegou a causar intransitabilidade das vias como é o caso de uma das faixas da avenida Mortala Mohamed e da rua Massano Amorim.

Por sua vez o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), através da Unidade de Náufragos, localizada na zona da Chicala I, tem instalado um sistema de alerta para prevenir a população em caso de aproximação de calemas.

Faustino Minguenji, o porta-voz provincial dos bombeiros, disse que devido aos fortes ventos e agitação das águas, com ondas que podem atingir aproximadamente dois metros de altura, a situação fica perigosa para os banhistas.

“ Por este facto nós aconselhamos os banhistas para não utilizarem as praias até que o sinal esteja verde, e a seguirem as orientações dos especialistas do projecto Praias Seguras de Angola (PSA) destacados ao logo das praias”, apelou.

Assegurou que o comando provincial de bombeiros reforçou ao longo das praias da Ilha do Cabo as medidas de segurança, destacando no local homens e meios de salva vidas e resgates.

Com cerca de 10 quilómetros de cumprimento e seis de largura, a Ilha do Cabo é habitada por aproximadamente dez mil pessoas. De salientar que na costa de Luanda as calemas destruíram residências e três pessoas foram dadas como desaparecidas, tendo sido resgatados já os corpos.

As calemas, que tiveram início em Agosto e estenderam-se até o mês de Outubro, também destruíram oito residências na zona do Cabo Ledo, município da Quiçama e inundaram várias residências no bairro da Camuxiba, no distrito urbano da Samba. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA