Ataques contra albinos aumentam com aproximar de eleições em África

Menina albina sorri numa escola em Nyawilimilwa, na Tanzânia. 21/11/2009 (REUTERS/Katrina Manson)
Menina albina sorri numa escola em Nyawilimilwa, na Tanzânia. 21/11/2009 (REUTERS/Katrina Manson)
Menina albina sorri numa escola em Nyawilimilwa, na Tanzânia. 21/11/2009 (REUTERS/Katrina Manson)

Ataques contra pessoas albinas em África têm aumentado com a proximidade das eleições em vários países africanos devido a uma crescente demanda de aspirantes a políticos por partes de corpos albinos valorizadas na magia negra.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que os ataques contra os albinos, cujas partes do corpo são altamente valorizadas em rituais de bruxaria e podem alcançar preços elevados, têm sido registados desde Agosto em seis países no sul e leste do continente africano.

Na África do Sul, o corpo de uma jovem albina foi encontrado em uma cova rasa sem a maior parte dos órgãos e da pele. Um albino de 56 anos do Quénia morreu depois que partes do seu corpo foram arrancadas em um ataque, disse a ONU.

“Pessoas com albinismo são as mais vulneráveis na região”, disse Ikponwosa Ero, primeiro especialista de direitos humanos em albinismo da ONU, em comunicado.

“Hoje, o infortúnio deles tem sido agravado pelo medo constante de ataques por outras pessoas – incluindo membros da família – que valorizam as partes de seus corpos mais do que a vida deles.”

Curandeiros chegam a pagar 75.000 dólares por um conjunto completo de órgãos de um albino, de acordo com um relatório da Cruz Vermelha, para usá-los em feitiços que acreditam trazer boa sorte, amor e riqueza.

A ONU alertou em Março que 2015 seria um ano perigoso para os albinos na Tanzânia, à medida que políticos recorrem a bruxos para aumentar as suas chances de vencerem nas urnas. (reuters.com)

por Magdalena Mis

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