Ataque a escola na Suécia poderá ter sido um crime de ódio

(Euronews)
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A polícia sueca está a investigar a possibilidade de o ataque mortífero desta quinta-feira numa escola problemática ter sido um crime de ódio.

Segundo a imprensa local, o agressor, um jovem de 21 anos, era simpatizante da extrema-direita e a escola Kronan, em Trollhättan, uma cidade industrial a cerca de uma hora de carro de Gotemburgo, é frequentada essencialmente por filhos de imigrantes.

O agressor chegou ao estabelecimento de ensino disfarçado de Darth Vader, o vilão da Guerra das Estrelas.

Uma aluna afirmou que primeiro pensou tratar-se de “uma brincadeira, uma partida do Dia das Bruxas. Mas, não era”. A jovem apercebeu-se da tragédia quando os “alunos começaram a chorar” e viu professores e estudantes feridos.

Na posse de uma espada e de outra arma branca, o sujeito agrediu mortalmente um professor e feriu outras três pessoas, entre as quais dois alunos. Um dos estudantes, de 11 anos, morreu no hospital.

Chamada ao local, a polícia abriu fogo sobre o agressor, que acabou por não resistir aos ferimentos.

“Este é um dia negro para a Suécia”, afirmou o primeiro-ministro sueco. “Os meus pensamentos estão com as vítimas e suas famílias, os alunos e funcionários, toda a comunidade. Não há palavras para descrever o que estão a passar neste momento”, referiu Stefan Löfven.

A construtora aeronáutica e automóvel Saab foi fundada em Trollhättan, uma cidade com cerca de 50 mil habitantes e que estudos sociológicos apontam como sendo a localidade onde há mais segregação na Suécia.

A escola Kronan, frequentada por perto de 400 estudantes, é uma das dez piores da Suécia, segundo os dados oficiais.

Ataques a escolas são um fenómeno raríssimo na Suécia. O último ocorreu em 1961 e foi um tiroteio, que fez um morto e seis feridos. (euronews.com)

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