Arco da Janela da Sacristia da Fortaleza de Kambambe recolocada por técnicos da Odebrechet

fortaleza de kambembe em reabilitação (Foto: Diniz Simão/arquivo)
fortaleza de kambembe em reabilitação (Foto: Diniz Simão/arquivo)
fortaleza de kambembe em reabilitação (Foto: Diniz Simão/arquivo)

Técnicos da construtora Odebrechet recolocaram o Arco da Janela da Sacristia da Fortaleza de Kambambe no âmbito da operação de restauro da Fortaleza de Cambambe, anunciou nesta segunda-feira, 5, em Luanda, o Instituto Nacional do Património Cultura (INPC).

De acordo com o INPC, a actividade foi executa com sucesso e arco posicionado no seu devido ponto, nas paredes também reconstruídas ao longo do mês de Setembro.

“O trabalho foi um desafio, pois somente essa peça estrutural pesa mais de 4,5 toneladas e a área não dispõe de acesso a equipamentos no seu interior, mediante a esse facto houve a necessidade de se dimensionar o maior guindaste disponível no Projecto AH Kambambe, patolado na parte exterior do forte para não comprometer a estrutura, bem como a necessidade de abertura total da lança nos seus 60 metros para possível operação”, adianta a instituição.

O INPC acresce que nesta altura estão a ser executados trabalhos de travamento e junção entre os dois componentes (parede e arco).

O projecto de recuperação da infra-estrutura enquadra-se no programa de preservação e revalorização do património histórico, arqueológico e cultural do Corredor do Kwanza gizado pelo Ministério da Cultura.

A intenção do Ministério da Cultura é preservar, reforçar e proteger o património histórico, cultural, arqueológico e arquitectónico do corredor do Kwanza e das ruínas de Kambambe, associando a sua estabilização e estratégias de desenvolvimentos económicas, sociais e culturais, através do turismo, do meio ambiente e do desenvolvimento urbano.

Esta fortificação foi erguida por forças portuguesas em 1604, no contexto da penetração e conquista do interior do território angolano pela via do rio Kwanza, o maior do país, assegurando a defesa do presídio (estabelecimento de colonização militar) então fundado.

A ocupação da região das serras de Kambambe custou muito aos Portugueses, em virtude da resistência oferecida pelos nativos à conquista estrangeira.

Além de materializar a presença militar Portuguesa, o presídio constituiu-se num activo entreposto de mercadorias e de escravos capturados na região, aguardando pelo seu transporte para o continente Americano.

Reza a história que até meados do século XIX o presídio e a sua guarnição foram governados por um Capitão-mor.

As ruínas de Kambambe foram classificadas como Monumento Nacional pelo Decreto Provincial n° 67, de 30 de Maio de 1925. (portalangop.co.ao)

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