António Barreto. “Governo de esquerda não vai funcionar”

Sociólogo mostrou-se contra a presença dos comunistas no poder e defende que o PCP não é um partido democrata (ionline.pt)
Sociólogo mostrou-se contra a presença dos comunistas no poder e defende que o PCP não é um partido democrata (ionline.pt)
Sociólogo mostrou-se contra a presença dos comunistas no poder e defende que o PCP não é um partido democrata (ionline.pt)

Sociólogo diz que solução de Costa não vai durar mais que “um ano e meio” e pode conduzir ao segundo resgate.

António Barreto defende que um governo de esquerda “não vai funcionar” e não conseguirá cumprir a legislatura. “Este governo de maioria de esquerda vai rebentar com toda a força”, disse, em entrevista à RTP.

Barreto prevê que a aliança entre António Costa e os partidos à sua esquerda não dure mais que “um ano e meio” e avisa que o PS vai pagar a factura por embarcar numa aliança com o PCP e o BE. “O PS neste governo tem tudo a perder. Tem a ganhar uma dúzia de meses no poder. É pouco para um grande partido de poder”.

O problema, acrescenta António Barreto, é que nos primeiros tempos o PCP e o BE vão exigir todo o tipo de medidas que terão efeitos nocivos nas finanças públicas e deixarão de apoiar o governo quando se começarem a sentir os efeitos dessa política. Barreto teme mesmo que esta situação conduza o país para “um segundo resgate e a mais três ou quatro anos de austeridade áspera”.

O sociólogo mostrou-se contra a presença dos comunistas no poder e defende que o PCP não é um partido democrata. “Sou contra o comunismo, como sou contra o fascismo.”

Apesar disso, Cavaco Silva “não tem outro remédio” que não seja aceitar o governo de esquerda, no caso de o programa da coligação ser rejeitado no parlamento. Barreto recusa, porém, a hipótese lançada pela esquerda de queimar etapas e defende que o chefe de Estado deve indigitar Passos Coelho, porque “um chefe de partido não é dono dos votos dos deputados”.  (ionline.pt)

Luís Claro

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