Angola construiu a democracia e mantém unidade na diversidade – Estado da Nação

Manuel Vicente, Vice-Presidente da República (Foto: Fotos Francisco Miudo)
Manuel Vicente, Vice-Presidente da República (Foto: Fotos Francisco Miudo)
Manuel Vicente, Vice-Presidente da República (Foto: Fotos Francisco Miudo)

O Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente, afirmou hoje, quinta-feira, em Luanda, que o país construiu a democracia e mantém a unidade na diversidade.

Manuel Vicente fez este pronunciamento quando discursava, em nome do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, na sessão solene de abertura da 4ª Sessão Legislativa da 3ª Legislatura. O titular do poder Executivo não pode estar presente no parlamento por “indisponibilidade momentânea”, segundo indica uma nota de imprensa da Casa Civil do Presidente da República.

“Esta (construção da democracia e unidade na diversidade) é uma obra que nos orgulha e podemos dar-nos por felizes por ser realizada por uma geração que aqui está representada e que deu uma importante contribuição na nossa luta de libertação nacional”, notou Manuel Vicente.

“Lutamos por uma Angola livre, sem divisões nem descriminação de qualquer espécie, foi uma luta que causou muito sofrimento mas o sacrifício valeu a pena e que as divisões e a tentativa de resolver os problemas políticos pela via da violência e das armas fiquem definidamente enterradas no passado e que a nossa geração e as vindouras trilhem sempre os caminhos da paz, da luta política e partidária, pacífica e democrática”, referiu.

Adiantou que dentro de cerca de dois anos o país terá novas eleições gerais para a escolha do Presidente da República e do Parlamento e há que convir que a vida provou ser mais sensato concentrar a atenção na criação de condições para a organização e realização de eleições gerais com êxito, lisura e transparência, ao mesmo tempo que se preparam as leis e se encetam os passos administrativos indispensáveis para as eleições autárquicas em tempo oportuno.

Segundo Manuel Vicente, neste exercício, o Parlamento e o Executivo devem fazer, cada um, a sua parte, com responsabilidade e sentido de Estado. “Não vale a pena procurarmos atalhos para chegar ao poder político, violando a Constituição e a Lei e provocando a desordem como está a ocorrer em alguns países africanos”.

“Há entidades estrangeiras interessadas em instalar o caos e a desordem nalguns países do nosso continente para provocar a queda de partidos políticos ou de dirigentes com os quais não simpatizam. Os angolanos nunca vão ceder diante de quem quer que seja, sempre que se tratar da defesa dos seus interesses essenciais e vitais”, asseverou.

Considerou fundamental que o povo se mantenha unido e coeso, empenhado na construção de uma sociedade mais equitativa, assente num modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo, conforme preconiza a agenda das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável para o horizonte 2030″.

De facto, sublinhou Manuel Vicente, “Angola adoptou os 17 objectivos desta agenda e isso deverá estar consagrado nas próximas acções do Executivo e no próximo Plano Nacional de Desenvolvimento. Na actual conjuntura, temos de fazer mais e melhor, com menos. Isto significa que temos de alterar modelos e práticas de mobilização e utilização de recursos”.

“Na verdade, o Estado, as empresas, as famílias e a sociedade civil, todos temos de eliminar o desperdício e o supérfluo. Temos de saber poupar e trabalhar mais e melhor. A despesa tem de ser mais eficaz e eficiente”, afirmou.

O acto solene na Assembleia Nacional dá início ao penúltimo mandato dos deputados, emanado das Eleições Gerais de 2012.

Compõem o parlamento o MPLA, a Unita, a CASA-CE, o PRS e a FNLA. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA