África do Sul: Embaixadora reúne-se com estudantes e ex-refugiados

Estudantes angolanos pousam para fotografia com a embaixadora Josefina Pitra Diakité (arq.) (Foto: Lino Guimaraes)
Estudantes angolanos pousam para fotografia com a embaixadora Josefina Pitra Diakité (arq.) (Foto: Lino Guimaraes)
Estudantes angolanos pousam para fotografia com a embaixadora Josefina Pitra Diakité (arq.) (Foto: Lino Guimaraes)

A embaixadora de Angola na África do Sul, Josefina Pitra Diakité, defendeu hoje, em Pretória, a necessidade de maior aproximação dos estudantes à Embaixada e aos Consulados, devendo proceder o seu registo e comunicar as instituições angolanas neste país sempre que tiverem algum diferendo com as autoridades locais.

A chefe da missão diplomática de Angola na África do Sul fez esta afirmação na reunião que manteve com cerca de 250 estudantes universitários angolanos residentes na região metropolitana de Pretória e Joanesburgo.

Durante o encontro, os estudantes apresentaram várias preocupações que afectam a sua vida académica, com maior realce às dificuldades que enfrentam na transferência de recursos financeiros a partir de Angola para custear as despesas de estadia na África do Sul e na validação de documentos escolares emitidos por instituições angolanas.

A embaixadora, por seu turno, agradeceu a abertura e sinceridade dos estudantes na abordagem das suas preocupações, tendo-os encorajado a remeter à embaixada uma informação escrita com a respectiva tipificação e quantificação dos casos registados e das pessoas afectadas.

A chefe da missão diplomática esclareceu que Angola vive um período de contenção de despesas, devido à crise financeira mundial provocada pela baixa do preço do petróleo e o país tem, actualmente, as suas atenções viradas à diversificação da economia nacional.

Ainda hoje, a embaixadora Josefina Pitra Diakite reuniu-se também com os representantes da comunidade dos ex-refugiados angolanos na África do Sul, tendo abordado a situação da permanência dos mesmos neste país, depois de expirado o visto transitório concedido pelas autoridades sul-africanas em 2013.

A embaixadora reiterou, na ocasião, a necessidade dos angolanos detentores de visto transitório a obterem um outro estatuto migratório que lhes permita continuar na África do Sul legalmente, ou então regressarem para Angola, porque a autorização de permanência, por dois anos, concedida no âmbito do fim do estatuto de refugiado, não é prorrogável.

O representante da Comunidade Angolana em Joanesburgo (CAJ), Elias de Carvalho, afirmou, no encontro, que existem actualmente centenas de ex-refugiados angolanos com os vistos transitórios expirados e, como consequência, uns têm as suas contas bancárias bloqueadas e outros permanecem fechados em casa por medo de serem detidos e deportados pelas autoridades migratórias da África do Sul.

A embaixadora esclareceu aos participantes que o estatuto de refugiado para os angolanos era uma condição de vida temporária resultante da guerra que assolou o país durante 27 anos e que cessou com a conquista da paz definitiva em 2002. “Neste contexto, aqueles que não conseguiram a sua reintegração nos países em que viviam ou ainda vivem devem optar por regressar a Angola”, sublinhou Josefina Pitra Diakité. (portalangop.co.ao)

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