Aécio rebate Lula e diz que pedaladas não custearam programas sociais

Aécio Neves (MG) rebateu as declarações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Aécio Neves (MG) rebateu as declarações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Aécio Neves (MG) rebateu as declarações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), rebateu, nesta terça-feira (13), as declarações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva de que as chamadas pedaladas fiscais foram praticadas pela presidente Dilma Rousseff para manter programas sociais.

Para o tucano, a versão do petista é uma “mentira” porque o Tesouro Nacional teria recursos para pagar os programas sociais, mas o governo resolveu usar o dinheiro para ampliar outros programas com objetivo de obter vantagem eleitoral.

“Eu vejo uma tentativa recorrente, agora sugerida pelo ex-presidente Lula, e vejo verbalizada por muitos daqueles que lhe são próximos, para dizer o seguinte: ‘Olha, as pedaladas foram necessárias para pagar o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida’. Mentira! Mentira! O Tesouro teria recurso para pagar os programas sociais, só que não o fez deliberadamente. Por quê? Ampliou outros programas com o objetivo eminentemente eleitoral, programas que deixaram de existir”, disse no plenário do Senado.

Mais cedo, Lula afirmou que sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, realizou as pedaladas fiscais para honrar pagamentos de programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

Na semana passada, o TCU (Tribunal de Contas da União) rejeitou, por unanimidade, as contas de 2014 do governo Dilma, principalmente por causa das pedaladas fiscais. A decisão deve ser usada pela oposição no Congresso Nacional para justificar um pedido de impeachment.

“Essa é a face, a meu ver, perversa daqueles que acharam que tudo podiam, viveram com sensação de impunidade durante todos os últimos anos, e agora estão vendo chegado o momento do acerto de contas, não com a oposição, mas com a Justiça e com os brasileiros”, afirmou Aécio.

Durante a sessão do plenário do Senado, Aécio foi questionado por senadores petistas sobre a aliança do PSDB com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na condução da estratégia para uma eventual abertura do processo de impeachment contra Dilma.

Em resposta, o tucano afirmou que o partido e outras siglas da oposição tem uma “aliança com cerca de 70% da sociedade” e evitou responder diretamente aos questionamentos mas reiterou que Cunha deve esclarecer as acusações que pesam contra si.

A jornalistas, Aécio disse que as oposições já se manifestaram pelo seu afastamento do cargo. No sábado, PSDB, DEM, PPS, PSB e Solidariedade publicaram nota conjunta defendendo o “afastamento do cargo de presidente até mesmo para que ele possa exercer, de forma adequada, seu direito constitucional à ampla defesa”. Aécio acusou a base do governo de querer desviar o foco que é o impedimento da presidente Dilma.

“Agora é fundamental que o foco principal dessas denúncias não se perca. E o foco é o governo do PT. Ao presidente da Câmara, obviamente caberá a ele se defender das gravíssimas acusações que sobre ele recaem. Agora, a aliança do PSDB e das oposições é com cerca de 70% da população brasileira que está percebendo que esse governo não tem mais capacidade para governar, para tomar decisões importantes para o país”, disse.

Questionado se a nota publicada pelos deputados foi de fato combinada com Cunha, Aécio afirmou não ter tal informação. “Eu não tenho conhecimento disso. A nota foi feita pelos líderes da câmara e está valendo. É um sentimento majoritário nas oposições em relação a gravidade das denúncias que recaem sobre o presidente da Câmara dos Deputados mas isso não vai nos tirar do nosso foco”, disse.

O líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), também criticou a disposição do governo em declarar que está “de portas abertas” para o diálogo com a oposição. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou que as divergências entre governo e oposição não precisam se tornar uma “guerra fraticida”.

“O curioso é que o governo faz provocações, insulta, tenta desqualificar a sociedade brasileira e as próprias oposições e, depois, de forma cândida, convida para o diálogo. Que diálogo? Que tipo de discussão o governo que já não governa mais, que tem como única pauta tentar comprar apoio na Câmara dos Deputados para não responder um processo legal de impeachment”, rebateu Cássio.

“Vocês podem ter as maiores críticas à presidente Dilma, agora, ela é uma mulher honrada e uma mulher honesta”, defendeu Lindbergh Farias (PT-RJ). (diariodolitoral.com)

por Folhapress

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