A família é a principal escola para a manutenção da paz social – Arcebispo do Saurimo

Dom José Manuel Imbamba, Porta-voz da CEAST (arquivo) (Foto: Lino Guimarães)
Dom José Manuel Imbamba, Porta-voz da CEAST (arquivo) (Foto: Lino Guimarães)
Dom José Manuel Imbamba, Porta-voz da CEAST (arquivo) (Foto: Lino Guimarães)

O arcebispo da arquidiocese de Saurimo, Dom José Manuel Imbamba, apelou terça-feira as famílias angolanas a assumirem verdadeiramente o seu papel, por constituírem a principal escola onde se forjam os valores indispensáveis que sustentam a existência da paz e da boa convivência social.

Em declarações à Angop, o arcebispo, que chefiou a delegação angolana que se deslocou à Filadélfia, Estados Unidos da América, que participou, de 22 a 27 de Setembro, no Encontro Mundial das Famílias, enquadrado na programação da visita do Papa, ressaltou ser necessário combater-se as influências negativas que enfermam a família.

“Temos estado a notar algumas anomalias que estão a atacar a essência da família”, disse o prelado, acrescentando que uma família, naturalmente falando, é constituída por um homem e uma mulher e não por pessoas do mesmo sexo.

O também porta-voz da CEAST condenou a ideologia do género por pretender transformar a constituição das famílias num acto de vontade e de cultura e não de natureza.

Na óptica de Dom José Imbamba, essa inversão está a provocar choques que estão a causar o surgimento de outras anomalias que são a formação de lares com casais homossexuais.

Dom José Manuel Imbamba refere que esse modelo atípico de se constituir família está a preocupar todo mundo e que infelizmente já começa a fazer-se sentir igualmente em Angola, embora timidamente.

O arcebispo esclareceu que nenhuma família deve abandonar ou virar as costas aos seus membros que possuam essa enfermidade, dizendo que pelo contrário devem procurar ajudar e orienta-los por possuírem essas anomalias, para além de um fundo antropológico, também o psicológico.

“Os homossexuais devem ser acolhidos para que não se sintam rejeitados ou marginalizados e devem ser ajudados a aceitar a condição em que se encontram para que se possam emancipar na própria sociedade e poderem levar uma vida sem grandes sobressaltos”, afirmou.

Afirmou que a igreja, como mãe de todos os filhos, nunca fechou as portas aos homossexuais, mas tem condenado as várias tentativas que são feitas no sentido de legitimar essas situações anómalas para que sejam encaradas como naturais.

Ao citar outros males que afectam o bem-estar da família, mencionou os factores exógenos e endógenos como as influências externas, os vícios sociais, certos tipos de educação, a mentalidade cultural que vê na mulher uma serva, questões de feitiçarias, à pobreza e à miséria que colocam às famílias em estado de tensão muito forte.

Dom José Imbamba diz haver, por um lado, a necessidade de se acompanhar o ritmo da evolução da história, mas que por outro fica-se preso às tradições culturais que não deixam às famílias desabrocharem.

Referindo-se ao encontro das famílias com o Papa Francisco, que reuniu cerca de 18 mil crentes provenientes de mais de 100 países, revelou que Angola se fez representar por uma delegação integrada por 74 membros, em representação das várias dioceses do país e fizeram partes dos painéis que abordaram as questões da ideologia do género, demografia, políticas da família e questões migratórias.

Revelou que o evento antecedeu a realização do Sínodo da Família, que decorre no Vaticano, de 5 a 30 de Outubro deste ano.

O encontro das famílias é realizado a cada três anos e é patrocinado pelo Conselho Pontifício da Santa Sé para a Família. Foi concebido em 1992 pelo Papa João Paulo II, num esforço de fortalecer “os laços sagrados da unidade familiar em todo o mundo”.

O primeiro evento teve lugar, em 1994, em Roma. Desde então, as famílias são convidadas a “partilhar os seus pensamentos, diálogo e oração, trabalhando juntos para crescer como indivíduos e unidades familiares. (portalangop.co.ao)

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